Nesta terça-feira (28), a Eneva lançou a proposta de fusão com a Vibra, pretendendo estabelecer uma das maiores empresas de energia do país. A iniciativa possui duas motivações centrais, destacando a natureza financeira e as oportunidades estratégicas em gás natural e transição energética.

A principal motivação reside na complementaridade financeira entre as duas empresas. Enquanto a Vibra destaca-se como uma geradora de caixa, pagadora de dividendos e atuante na distribuição de combustíveis, a Eneva apresenta um perfil de crescimento ativo, com investimentos em térmicas a gás. A estratégia visa otimizar o caixa da Vibra, canalizando-o para projetos de alta rentabilidade da Eneva.

A segunda motivação destaca-se na sinergia de ativos. A Eneva, com suas descobertas significativas de reservas de gás natural, se alinha com a Vibra, que possui uma carteira consolidada de clientes corporativos adeptos ao óleo combustível. A estratégia sugere que a empresa resultante poderia liderar a transição energética, especialmente no Nordeste, utilizando o gás natural como ponte entre fontes fósseis e renováveis.

Embora a visão do gás natural como combustível de transição seja debatida, a proposta evidencia a busca por fontes de energia acessíveis no Brasil. A fusão, idealizada pela gestora Dynamo e apoiada pelos principais acionistas da Eneva – Cambuhy Investimentos e BTG Pactual – espera concretizar uma visão compartilhada de crescimento sustentável.

A proposta de fusão, considerada uma “fusão entre iguais”, ainda precisa passar pela análise do conselho de administração da Vibra, podendo envolver negociações sobre o valor do negócio. Caso concretizada, a nova empresa resultante contará com o BTG como um grande acionista e Sergio Rial, atual presidente do conselho da Vibra, ocupando o cargo de chairman.

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