Debate inédito teve como objetivo contribuir para a melhoria da mão de obra para atender às demandas de empresas a serem instaladas no estado

A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEPE) promoveram, esta semana, uma reunião com objetivo discutir a crescente escassez de engenheiros no estado e formular um plano estratégico para a formação e aperfeiçoamento desses profissionais.

O encontro, realizado na sede da FIEMA, contou com a presença de representantes de entidades como o Serviço Nacional de (SENAI), Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON), Suzano Papel e Celulose, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB), Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Companhia Maranhense de Gás (GASMAR), Academia Maranhense de Ciências (AMC), GrãoPará Maranhão (GPM).

Os debates foram coordenados pelo secretário da SEDEPE, o ex-governador e engenheiro civil, José Reinaldo Tavares; pelo vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner e pelo presidente do Centro das Indústrias do Maranhão (CIMAR), Cláudio Azevedo.

José Reinaldo Tavares destacou a urgência na capacitação da mão de obra maranhense, atribuindo essa necessidade aos projetos de grande magnitude que irão moldar o futuro do Maranhão. Ele ressaltou ainda que o estado abriga um importante Complexo Portuário, formado pelo Porto do Itaqui e pelo Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, com um potencial promissor no futuro Terminal Portuário de Alcântara. Para o secretário, esses empreendimentos, configuram-se como verdadeiros alicerces para o desenvolvimento do Maranhão.

Não há lugar melhor para empresas que buscam investir no futuro do que o Maranhão. Este não é apenas um projeto de governo: é de interesse de todo o estado. É o início de uma jornada que pretende transformar o Maranhão num estado referência em formação e capacitação de engenheiros”, explicou.

Raimundo Nonato Campelo Arruda, engenheiro eletricista e diretor regional do SENAI, ressaltou a importância de uma abordagem colaborativa entre instituições de ensino, indústria e governo, destacando especialmente a relevância da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), para superar os desafios enfrentados na educação básica. Para ele, a educação profissional contemporânea está focada em uma agenda tríplice, envolvendo tecnologia, inovação e sustentabilidade. Esta última, abrange temas essenciais como transição energética, descarbonização, crédito de carbono e economia criativa, incluindo aspectos de inteligência artificial e robotização.

Foram discutidas diversas questões importantes relacionadas à mão de obra maranhense e a instalação das grandes empresas. Um dos desafios apresentados foi o alto índice de evasão em cursos de Engenharia. O presidente eleito do CREA, Wesley Assis, propôs a necessidade de reformulação das grades curriculares das universidades, alinhando os cursos com as demandas e evoluções no cenário tecnológico.

O secretário José Reinaldo destacou os incentivos que o governo estadual pretende oferecer, incluindo a criação de bolsas pela FAPEMA e a importância da capacitação contínua de engenheiros já formados, com a garantia de que estagiários sejam efetivamente integrados ao mercado de trabalho. E foi parabenizado, por diversos participantes da reunião pela “visão” antecipada.

A reunião encerrou com a proposta de criação de um Comitê Multidisciplinar, envolvendo todas as partes interessadas, para dar continuidade às discussões e implementação das ações necessárias para fortalecer a formação e aperfeiçoamento dos engenheiros no Maranhão, tais como: realização depesquisas com profissionais da área para identificar as demandas emergentes e as habilidades mais requisitadas no mercado de trabalho; consulta aempresas e indústrias para entender as necessidades específicas, que enfrentam no contexto atual; identificação das áreas da Engenharia com maior demanda, levando em consideração as tendências tecnológicas, as necessidades da indústria e as lacunas existentes.

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