MANOEL SANTOS NETO

O engenheiro civil Josinaldo de Ribamar da Silva Moraes, conhecido como Josinaldo Moraes, desponta nas mais recentes pesquisas como líder dentre os pré-candidatos a prefeito de Santa Helena. Ele tem 51 anos de idade e é filho de Josimar Antônio Moraes, que foi vereador por seis mandatos e, dentre esses seis mandatos, chegou a ocupar a presidência da Câmara por quatro vezes. Além de sua atuação na política, ‘Seu” Josimar, filho de Dona Raimunda Paula, carinhosamente conhecida como Dona Mundinha, foi um destacado empresário, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de Santa Helena como proprietário do Armazém Sol Levante.

Josinaldo fala de suas pretensões como pretenso candidato a prefeito de Santa Helena

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), possui também um MBA em gerenciamento de projeto e gestão pública, somando uma ampla experiência profissional. Ele trabalhou em renomadas empresas, como a Vale do Rio Doce e outras, acumulando conhecimentos sólidos em gestão e administração empresarial.

Josinaldo fez uma visita à Redação do Jornal Pequeno, na tarde de sexta-feira (12),

“O nosso projeto de reconstrução tem como principal bandeira reerguer todos os aspectos para libertar as pessoas, as famílias e, verdadeiramente, a cidade. As pessoas estão aprisionadas nessa política ultrapassada, uma política de opressão, humilhação e repressão, e é exatamente isso que queremos combater”, afirma Josinaldo nesta entrevista:

Jornal Pequeno – O que o motiva a disputar neste ano as eleições municipais na cidade de Santa Helena?

Josinaldo Moraes – Durante toda a vida política do meu pai, eu o vi sendo humilhado e desrespeitado pelo grupo político comandado por nossos opositores hoje. Este grupo, com mais de 50 anos de desmandos, foi responsável por essas atitudes. Prometi a mim mesmo que seria independente, que estudaria para alcançar essa independência.

Consegui me formar em Engenharia Civil, e a construção da Ponte José Sarney, que liga Santa Helena a Turilândia, foi uma das inspirações que me impulsionaram. Além disso, prometi a mim mesmo que um dia voltaria formado e independente. Nunca quis depender da política antiquada de coronelismo desse grupo. Nunca me submeti a essa política. Nunca aceitei me vender, mesmo tendo sido convidado e passar pelo mesmo que meu pai passou. Sempre mantive meu foco em ser independente e, um dia, retornar a Santa Helena.

Voltei como engenheiro civil independente, e a população está aceitando nossos projetos. Retornei para lutar por uma política humana e cheia de esperança, visando libertar as pessoas e proporcionar oportunidades para as famílias, para jovens e idosos na saúde e na educação. Esses foram os elementos que transformaram e mudaram minha vida, sendo os principais motivadores que me impulsionam agora.

JP – Quais os principais problemas enfrentados hoje pelo município de Santa Helena?

JM – Salário atrasado, falta de pagamento de fornecedores – esses problemas têm impacto significativo no comércio, resultando em diversos estabelecimentos fechando as portas e na escassez de dinheiro circulando na cidade. Ao observar as condições das estradas, percebe-se dificuldades de acesso nas comunidades, o que não apenas prejudica a locomoção das pessoas, mas também complica o transporte da produção.

Nas áreas urbanas, as ruas apresentam, em sua maioria, problemas evidentes, como é o caso do bairro de Boa Esperança, das vilas 40, Morada Nova, Vila Roseana, Vila Sarney Filho, Vila Penaldon, entre outras. A população sente de forma marcante esse descaso e a falta de respeito por parte dos governantes, que não demonstram preocupação com a infraestrutura de Santa Helena.

JP – Como está a área da saúde?

JM – Os serviços essenciais, como o hospital, enfrentam carência constante de médicos, equipamentos de raio-x defeituosos e falta de medicamentos. A situação chega ao ponto em que as famílias precisam comprar medicamentos que, teoricamente, deveriam ser fornecidos pelo hospital. Além disso, há inconsistência na coleta de lixo, muitas vezes devido à falta de combustível para os transportes e equipamentos. Estes são apenas alguns dos pontos críticos que merecem atenção.

Josilnaldo Moraes está à frente das pesquisas em Santa Helena

JP – Quais as diretrizes de seu plano de gestão para governar Santa Helena?

JM – As principais diretrizes são aplicar os recursos que chegam ao município de maneira adequada. Se o dinheiro é destinado à saúde ou educação, por exemplo, deve ser aplicado nessa área, de forma honesta e transparente. O objetivo central é proporcionar oportunidades para todas as pessoas, não se limitando a uma única família ou às pessoas mais ricas, como ocorre no governo atual, que está há mais de 50 anos no poder. Nossas diretrizes primordiais visam oferecer oportunidades para toda a população de forma humanitária.

JP – Como será o atendimento na área da saúde?

JM – Na área da saúde, é crucial garantir que os recursos se traduzam em um atendimento eficiente. Isso envolve assegurar o funcionamento de aparelhos de raio-x, contar com médicos especializados, profissionais qualificados, medicamentos disponíveis no hospital e combustível para ambulâncias, evitando situações em que a falta de combustível impeça o transporte. A honestidade na aplicação dos recursos é fundamental, sendo transparente para que o benefício alcance a população de maneira justa e digna.

JP – E na área da educação?

JM – A educação, que transformou minha vida, será um pilar essencial em nossas ações. O foco é proporcionar oportunidades a muitos jovens que desejam se formar, independentemente de sua condição financeira. O dinheiro destinado à educação deve ser investido de maneira específica nessa área, visando proporcionar oportunidades a filhos de carroceiros, filhos de vendedores de peixe, filhos de empregadas domésticas, entre outros.

Além de valorizar os professores dando a eles o que é de direito, não esquecendo de reciclagem e qualificação ao magistério. Acreditamos na importância de romper com a atual tendência, onde apenas filhos, sobrinhos e netos de pessoas ligadas a determinados grupos têm acesso à formação superior.

JP – Quais seus planos na área da infraestrutura?

JM – Como engenheiro civil, vejo como minha obrigação realizar grandes investimentos na infraestrutura. Isso inclui atender às demandas dos moradores dos bairros, proporcionando ruas dignas e evitando condições precárias como poeira no verão e lama no inverno.

Investir na infraestrutura não apenas melhorará a qualidade de vida dos moradores, mas também gerará empregos, indo além das oportunidades oferecidas pela prefeitura. Além disso, buscamos atrair empresas para Santa Helena, mesmo que sejam pequenas fábricas, com o intuito de gerar empregos adicionais. Acreditamos que o emprego dignifica e liberta as pessoas.

JP – Como está a articulação de forças políticas para dar sustentação à sua candidatura?

JM – Toda a oposição se uniu, sendo liderada pelo ex-prefeito Dr. Lobato. Temos ao nosso lado Touro Weba, outro ex-prefeito, com o incondicional apoio e presença marcante dos nossos deputados estadual Hemetério Weba e federal Pedro Lucas. Nosso grupo apoiou ativamente a reeleição do governador Carlos Brandão, estabelecendo uma sólida parceria com o governo. É crucial destacar esse apoio, pois reflete nossa aliança e compromisso com as diretrizes do governador.

Nesse contexto, notamos uma crescente união de todas as lideranças, incluindo a comunidade, empresários, vereadores e pré-candidatos a vereador, consolidando um movimento que ganha força a cada dia. Este é um sinal de que a coletividade, o povo, está se mobilizando em prol de objetivos comuns, demonstrando a importância desse alinhamento para o desenvolvimento de um projeto que busca reconstrução e progresso para Santa Helena.

JP – Qual sua avaliação das recentes pesquisas de opinião realizadas no município?

JM – Quero primeiro ressaltar que nossa luta visa aprimorar a qualidade de vida do povo helenense. Este é um povo sofrido que, ao longo de décadas, tem sido oprimido por um grupo político com a tradição de comprar pessoas, pagar pelos seus votos e perpetuar humilhações.

Além disso, é com satisfação que compartilho que, liderando as mais recentes pesquisas, temos recebido adesões constantes de lideranças e cidadãos que enxergam em nosso projeto um futuro muito mais promissor do que o proposto por nossos opositores. Quero também expressar minha gratidão à equipe do Jornal Pequeno pelo espaço concedido e frisar que acreditamos que o apoio que estamos recebendo reflete a aspiração por uma mudança real e positiva na condução política, marcada pela valorização da dignidade humana. Acredito que o povo tem valor e não preço. (Jornal Pequeno)

 

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