-->

Nesta semana, representantes da multinacional Firbhome estiveram na secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) para conhecer o Programa Nosso Centro e as iniciativas do governo nas áreas de ciência e inovação, destinadas para o polo tecnológico.

O secretário da Secid, Rubens Pereira Junior, apresentou o Programa Nosso Centro aos empresários e ressaltou que a iniciativa é a consolidação de um conjunto de medidas executadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), na área central da cidade.

“É uma estratégia de gestão urbana que procura requalificar a cidade através de intervenções múltiplas destinadas a valorizar as potencialidades sociais, econômicas e funcionais, a fim de melhorar a qualidade de vida das populações residentes e que visitam o Centro Histórico de São Luís”, afirmou Rubens Pereira Junior.

O gestor esclareceu ainda que “é uma ação significativa para a preservação e recuperação do Centro Histórico e vai impulsionar as diversas atividades desenvolvidas, refletindo positivamente na economia e no turismo da cidade.  O resultado tem sido maior movimento no Centro Histórico da capital, abrindo caminho para a ampla revitalização, renascimento e fortalecimento desta área”, informou.

O vice-presidente da Fiberhome Brasil, Chris Li, e o gerente de vendas e mercado, Silvio Roberto Santos, que é brasileiro e foi o interlocutor do encontro, falou que a multinacional é fabricante chinesa de fibra óptica e provedora de sistemas de comunicação baseados nessa tecnologia, já responde por cerca de 30% desse mercado no mundo e pretende chegar a 50% em cinco anos. Para isso, o plano é reforçar a oferta de produtos e serviços na América Latina e em especial no Brasil.

Ele comentou ainda que a vinda a São Luís faz parte da agenda da empresa Fiberhome, multinacional chinesa que se destaca como uma das 10 (dez) maiores empresas de infraestrutura em Telecom do mundo. “Ficamos impressionados com a dimensão do programa e, principalmente, pela implementação de uma política voltada para a área tecnológica”, disse.

“A empresa demonstrou interesse em contribuir por meio de investimentos em startups, inovação e cidades inteligentes, direcionados ao Polo Tecnológico do Nosso Centro”, completou.

Participaram da apresentação o coordenador e membro do Comitê Gestor do Programa Nosso Centro, José Antonio Viana, o secretário de Ciência e Tecnologia, Davi Telles; a secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano da Secid, Arlene Vieira, além de assessores da secretaria.

Programa Nosso Centro

É o maior conjunto de intervenções para revitalização do Centro Histórico de São Luís, que também inclui soluções tecnológicas de desenvolvimento, com a instalação do Parque Tecnológico do Maranhão (PqT).

Com investimentos no valor de R$ 15 milhões, o Parque Tecnológico contará com espaços públicos dedicados à aceleração e incubação de startups, fortalecendo as ações do Casarão Tech. Além disso, o parque incluirá um centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação e viabilizará a atração e surgimento de empresas de base tecnológica.

No último dia 1º, o governador Flávio Dino assinou dois importantes decretos para o desenvolvimento tecnológico no Estado. Um deles garante que a administração pública possa contratar empresas que desenvolvem novos produtos, serviços e tecnologia inovadora, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e mais bolsas para desenvolvimento das empresas startups.

Um segundo decreto dispõe sobre a cessão de imóveis públicos para que essas empresas possam se instalar e desenvolver suas atividades na área do Centro Histórico de São Luís, onde funcionará um polo tecnológico.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Davi Telles, comentou as ações do governo. “É o que estamos fazendo ao longo deste um ano do Casarão Tech e dos três pilares do Inova Maranhão, programa que inclui, além do próprio Casarão Tech, o incentivo à inovação através da Fapema e também a aceleração de startups com a Softex, como também o próprio Porto Digital”, afirmou.