O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Inquérito Civil para investigar a possível omissão da Prefeitura de São Luís e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) diante da redução da oferta de ônibus na região da Camboa dos Frades, localizada na zona rural da capital. A medida busca apurar a falta de providências para garantir um serviço adequado à população.

A investigação teve origem em reclamações apresentadas por moradores durante uma audiência pública realizada pela 58ª Promotoria de Justiça Distrital da Cidadania – Polo Zona Rural. Segundo o MPMA, a Camboa dos Frades é uma das diversas comunidades da zona rural que enfrentam diminuição da oferta de transporte coletivo, sem respostas efetivas do poder público.
Na portaria, o promotor de Justiça Albert Lages Mendes determinou que a Prefeitura e a SMTT informem, em até 15 dias, se existem estudos, planejamento ou cronograma para ampliar o atendimento na região. Também foi marcada uma reunião com representantes da secretaria para discutir medidas como criação de novas linhas, ampliação de itinerários e aumento da frequência dos ônibus.
Crise no transporte público – A instauração do inquérito ocorre em um momento de intensas reclamações sobre o transporte coletivo em São Luís. Além da redução da oferta de ônibus na zona rural, usuários de diferentes bairros denunciam longos intervalos entre as viagens, superlotação e diminuição de linhas.
Recentemente, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior atribuiu o problema à falta de fiscalização da atual gestão. Segundo ele, sua administração deixou 445 ônibus com ar-condicionado em circulação e renovou 92% da frota, que, pelas regras contratuais, já deveria ser totalmente climatizada. De acordo com o ex-prefeito, atualmente menos de 50 veículos operam com ar-condicionado e a frota diária teria caído de 834 para cerca de 426 ônibus, reduzindo também o número de viagens em diversos bairros da capital, incluindo os da zona rural.
