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O deputado federal Hildo Rocha comentou o cenário da sucessão estadual no Maranhão e afirmou que há um “preconceito” recorrente na política brasileira relacionado à participação de familiares de políticos em disputas eleitorais.

Durante a declaração, o parlamentar citou nomes apontados como pré-candidatos ao Governo do Maranhão e defendeu o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão.

Hildo Rocha e Orleans Brandão

Segundo Hildo Rocha, “o Maranhão hoje vive de forma muito intensa um preconceito muito frequente na política brasileira, que é o parente na política”.

Ao abordar o cenário eleitoral, o deputado afirmou: “Hoje no Maranhão existem quatro pré-candidatos com grandes chances de vencer a eleição para o governo. Desses quatro, três são de famílias políticas. Entre eles, o Orleans Brandão, dois tios que são políticos, um prefeito e um governador. O Braide, pai político, deputado estadual, em diversos mandatos foi presidente da Assembleia, foi secretário de Estado. E tem também o Camarão, que é filho de um político também, que foi vereador da nossa capital e secretário de Estado”.

Hildo Rocha mencionou, ainda, o médico Lahesio Bonfim ao comparar os nomes colocados na disputa. “Só tem um que não tem nenhum parente na política, que é o Lahésio Bonfim”.

Durante a fala, o deputado destacou experiências administrativas dos nomes citados e saiu em defesa de Orleans Brandão.

“Dois ex-prefeitos bem avaliados, um de uma cidade pequena, outro da capital. Dois ex-secretários de Estado, um secretário de Educação e outro secretário de Assuntos Municipalistas. Todos os dois secretários. Dois ex-secretários bem avaliados e que eu vejo que culpam o Orleans por ser parente do Carlos Brandão de não ser um pré-candidato adequado para governar o Estado do Maranhão”.

Ainda sobre o secretário de Assuntos Municipalistas, Hildo Rocha declarou: “O único defeito que colocam nele é sobrinho do Carlos Brandão. Não chamam ele de ladrão, porque ele foi secretário e não roubou. Não chamam ele de incompetente, porque ele foi secretário e cumpriu a missão na secretaria, que a ele foi incumbida de trabalhar. Não chamam ele de prepotente, porque ele é homem do diálogo”.

O parlamentar prosseguiu: “Portanto, o único defeito que atribuem a esse rapaz, a esse jovem, que é brilhante, competente, habilidoso, é ser sobrinho do governador Carlos Brandão”.

Ao falar sobre critérios para escolha de um governador, Hildo Rocha afirmou: “Quem vai governar o Estado é a pessoa. E a pessoa que vai governar o Estado do Maranhão tem que ter virtudes. E são essas virtudes que a população tem que procurar, encontrar e ver se essas pessoas têm”.

Ele também apontou atributos que considera fundamentais para o cargo. “Primeira das virtudes, honestidade. Se você escolher um governador desonesto, um governador ladrão, que teve a oportunidade no passado de governar uma cidade ou de administrar uma secretaria que roubou o povo de uma forma ou de outra, não é um homem adequado para governar um Estado do tamanho do Maranhão com tantos problemas”.

O deputado citou ainda o diálogo político e a experiência administrativa como características importantes para o exercício do governo. “Outro, pessoa de diálogo. Diálogo permanente com a sociedade e com a classe política. Porque você vai governar junto com uma Assembleia Legislativa. Não é dialogar apenas no período da pré-campanha e no período da campanha. É dialogar no período em que está no poder”.

Por fim, Hildo Rocha concluiu: “E também, outro atributo importante é competência. Tem que mostrar que conhece a máquina pública. Portanto, deixo a população maranhense. Que façam essa reflexão. Vamos ver a virtude dos candidatos para que nós possamos escolher aquele melhor, aquele que esteja mais preparado moralmente e com experiência para administrar o Estado do Maranhão.”



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