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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa voltou ao centro das articulações políticas após se filiar ao Democracia Cristã. A legenda pretende lançá-lo como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, segundo informações confirmadas pelo partido.

A movimentação ocorre após o partido reconsiderar a pré-candidatura do ex-ministro e ex-deputado Aldo Rebelo, apresentada no início do ano, mas que não conseguiu ganhar força nas pesquisas eleitorais.

O presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, afirmou que a filiação de Barbosa já ocorreu com foco na disputa presidencial. Segundo ele, o ex-ministro seria um nome capaz de dialogar com o atual cenário de tensão institucional entre os Poderes da República.

Joaquim Barbosa ganhou notoriedade nacional durante sua atuação no STF, especialmente como relator do julgamento do mensalão. Ele integrou a Corte entre 2003 e 2014 e deixou o tribunal antes do prazo máximo previsto para aposentadoria compulsória, encerrando sua trajetória no Supremo aos 59 anos.

Esta não é a primeira vez que Barbosa aparece como possível presidenciável. Em 2018, ele chegou a ser cogitado como candidato, mas desistiu da disputa antes do início oficial da campanha.

A possível entrada do ex-ministro amplia o número de nomes cotados para a eleição presidencial de 2026, que começa a se desenhar com diferentes grupos políticos tentando consolidar candidaturas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é apontado como pré-candidato à reeleição pelo PT. No campo conservador, o senador Flávio Bolsonaro surge entre os principais nomes ligados ao bolsonarismo.

Também aparecem como possíveis candidatos o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ambos buscando ampliar espaço nacional fora da polarização tradicional entre lulismo e bolsonarismo.

A eventual candidatura de Joaquim Barbosa pode recolocar no debate a busca por alternativas consideradas independentes dos principais polos políticos do país, embora analistas apontem que o cenário atual continua fortemente marcado pela polarização eleitoral.



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