A nova pesquisa Datafolha divulgada aponta estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comparação ao levantamento realizado em abril.

Segundo o instituto, 39% dos entrevistados consideram a gestão ruim ou péssima, 30% avaliam como boa ou ótima e 29% classificam o governo como regular.
No levantamento anterior, realizado em abril, os índices eram semelhantes: 40% avaliavam negativamente o governo, 29% positivamente e 29% consideravam a administração regular.
De acordo com o Datafolha, a maior parte das entrevistas foi feita antes da divulgação de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
O material teria relação com a cobrança de R$ 134 milhões para a produção do filme “Dark Horse”, inspirado no ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00290/2026.
AVALIAÇÃO POR PERFIL DO ELEITORADO
Entre os homens, 41% avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto entre as mulheres esse índice é de 37%. A avaliação regular foi apontada por 28% dos homens e 31% das mulheres. Já o índice de aprovação positiva ficou em 30% para ambos os grupos.
Quando analisado o comportamento dos eleitores por intenção de voto, a pesquisa mostra forte polarização. Entre os entrevistados que declaram voto em Lula, 68% consideram o governo bom ou ótimo, 30% classificam como regular e apenas 1% avaliam negativamente.
Já entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 75% consideram a gestão ruim ou péssima, 21% regular e somente 3% avaliam o governo positivamente.
O levantamento também ouviu eleitores ligados aos governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Entre os apoiadores de Caiado, 44% classificam o governo Lula como ruim ou péssimo, 37% como regular e 18% como bom ou ótimo. Entre os eleitores de Zema, 47% fazem avaliação negativa, 44% regular e apenas 6% positiva.
A pesquisa também mostrou que 51% dos entrevistados desaprovam o trabalho pessoal de Lula como presidente, enquanto 45% aprovam.
Além disso, 59% acreditam que o petista fez menos do que se esperava nos três anos e quatro meses de mandato. Outros 23% afirmam que ele entregou o que era esperado, enquanto 13% consideram que o presidente fez mais do que o previsto.
COMBATE À FOME E SEGURANÇA PÚBLICA
O levantamento do Datafolha também mediu a percepção dos eleitores sobre as áreas em que o governo federal apresenta melhor e pior desempenho.
O combate à fome e à miséria aparece como principal ponto positivo da gestão Lula, citado por 13% dos entrevistados. Em seguida aparecem combate ao desemprego e educação, ambos com 10%.
Confira as áreas mais bem avaliadas:
- Combate à fome e à miséria: 13%
- Combate ao desemprego: 10%
- Educação: 10%
- Saúde: 6%
- Igualdade racial: 6%
- Habitação: 5%
- Cultura: 5%
- Relações exteriores: 5%
- Direitos humanos: 4%
- Povos indígenas: 3%
- Economia: 2%
- Segurança pública: 2%
- Combate à corrupção: 1%
- Meio ambiente e mudanças climáticas: 1%
- Ciência e tecnologia: 1%
Por outro lado, a segurança pública lidera a lista de áreas com pior avaliação. O setor foi citado por 16% dos entrevistados, seguido por saúde, com 15%.
Veja os principais pontos negativos apontados:
- Segurança pública: 16%
- Saúde: 15%
- Economia: 13%
- Combate à corrupção: 13%
- Educação: 5%
- Combate à fome e à miséria: 4%
- Combate ao desemprego: 3%
- Meio ambiente e mudanças climáticas: 3%
- Relações exteriores: 2%
A pesquisa também identificou quais áreas os brasileiros consideram prioritárias para o próximo presidente da República.
A saúde lidera com ampla vantagem, sendo citada por 34% dos entrevistados. Em seguida aparecem educação, segurança pública e economia.
Confira as prioridades apontadas:
- Saúde: 34%
- Educação: 15%
- Segurança pública: 12%
- Economia: 11%
- Combate à fome e à miséria: 7%
- Combate à corrupção: 7%
- Combate ao desemprego: 6%
- Direitos humanos: 2%
- Meio ambiente e mudanças climáticas: 1%
- Habitação: 1%
- Igualdade racial: 1%
- Ciência e tecnologia: 1%
