Uma pesquisa divulgada pela Quaest Pesquisa indica que a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro tende a ser competitiva caso ambos disputem a eleição presidencial.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, mostra que Lula aparece à frente em alguns cenários de primeiro turno, mas a vantagem diminui quando a simulação é de segundo turno.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Cenários de 1° e 2° turno

Nos sete cenários testados, Lula lidera dois deles e aparece tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro nos demais. As intenções de voto do presidente variam entre 36% e 39%, enquanto o senador registra entre 30% e 35%.

Nos cenários em que Lula tem vantagem mais clara, a diferença chega a sete pontos percentuais. Já na disputa mais apertada, a distância entre os dois cai para apenas um ponto.

Outros nomes também foram incluídos nas simulações, como os governadores Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Romeu Zema, além de Aldo Rebelo e Renan Santos.

Entre esses candidatos, Ratinho Júnior aparece com o melhor desempenho, chegando a 7% das intenções de voto. Caiado atinge até 4%, enquanto Eduardo Leite registra 3%. Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com até 2%.

Quando o cenário simula um segundo turno direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa aponta um empate numérico pela primeira vez na série histórica do levantamento. Ambos aparecem com 41% das intenções de voto.

A vantagem do presidente vinha diminuindo ao longo dos últimos meses. Em dezembro, Lula tinha dez pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

Essa diferença caiu para sete pontos em janeiro, cinco em fevereiro e agora desapareceu. Na pesquisa anterior, Lula tinha 43% contra 38% do senador.

Eleitores independentes

Entre os eleitores que se consideram independentes — ou seja, que não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas — Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente pela primeira vez.

Nesse grupo, o senador registra 32%, enquanto Lula aparece com 27%. Outros 36% afirmam que preferem não votar em nenhum dos dois nesse cenário. Segundo a pesquisa, os eleitores independentes representam cerca de 32% do eleitorado.

A pesquisa também mediu os índices de rejeição dos possíveis candidatos. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem como os nomes mais rejeitados entre os entrevistados.

O presidente tem 56% de rejeição, enquanto o senador registra 55%. Entre os eleitores independentes, esses índices são ainda maiores: 65% rejeitam Lula e 61% rejeitam Flávio Bolsonaro.

Avaliação do governo Lula

O levantamento também analisou a avaliação do governo federal. Segundo os dados, 51% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 44% aprovam.

A desaprovação cresceu em relação às pesquisas anteriores e ampliou a diferença entre os dois índices. No fim de 2025, a distância era de apenas um ponto. Agora, chegou a sete pontos.

A avaliação geral do governo também piorou. Atualmente:

  • 43% avaliam o governo como negativo
  • 31% consideram positivo
  • 25% classificam como regular

Medo político divide o eleitorado

A pesquisa também investigou qual cenário político gera mais receio entre os brasileiros. Segundo o levantamento, 43% dizem ter mais medo de que Lula continue no poder, enquanto 42% afirmam temer mais o retorno da família Bolsonaro ao governo.

Outros 7% dizem temer os dois cenários, enquanto 3% afirmam não ter medo de nenhum deles. É a primeira vez que o temor relacionado à continuidade de Lula aparece numericamente maior do que o receio do retorno do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Imagem dos candidatos

A pesquisa também avaliou como os eleitores percebem algumas características dos dois políticos. No caso de Lula, 51% o consideram um líder forte, enquanto 46% discordam dessa afirmação.

Já Flávio Bolsonaro é visto como líder forte por 42% dos entrevistados, enquanto 49% discordam dessa avaliação. Quando questionados se os candidatos são radicais, a divisão é semelhante:

  • 46% consideram Lula radical e 46% discordam
  • 45% consideram Flávio Bolsonaro radical e 44% discordam

Sobre honestidade, os números são mais negativos para ambos. Apenas 23% afirmam que Lula é honesto, enquanto 69% discordam. No caso de Flávio Bolsonaro, 26% dizem que ele é honesto, enquanto 62% afirmam que não.


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