Banner institucional

O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou neste domingo (1º) uma carta manuscrita em que afirma ter orientado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a adiar um envolvimento político mais direto até março de 2026. No texto, ele também faz um apelo público pela união da direita nas eleições do próximo ano.

Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, saiu em defesa da esposa e criticou ataques vindos de setores do próprio campo conservador.

Na mensagem, o ex-presidente afirma lamentar críticas dirigidas “a colegas e à minha esposa” por parte de aliados ideológicos e reforça a necessidade de coesão entre grupos que compartilham os mesmos valores políticos.

Na carta, Bolsonaro explica que pediu para Michelle postergar qualquer atuação política mais intensa até março de 2026, decisão que, segundo ele, também considera questões familiares.

O ex-presidente afirma que a ex-primeira-dama tem se dedicado aos cuidados com a filha do casal, Laura, que passou recentemente por uma cirurgia, além de prestar assistência a ele.

Mesmo fora da linha de frente, Michelle tem sido citada por aliados como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. O nome dela ganhou força após a inelegibilidade do ex-presidente.

Dentro do Partido Liberal, legenda à qual Bolsonaro é filiado, a definição das candidaturas ao Senado é vista como estratégica e envolve disputa interna por espaço e capital eleitoral.

Ao abordar o cenário eleitoral, Bolsonaro defendeu que alianças para cargos majoritários e para o Senado sejam construídas por meio de diálogo, sem pressões ou ataques entre aliados.

A declaração indica incômodo com críticas públicas dentro do próprio grupo político e reforça o pedido de unidade. O texto termina com um agradecimento “pelo carinho e consideração” e a frase: “Da nossa união o futuro do Brasil”.

PROJEÇÕES PARA 2026

A manifestação ocorre em meio à antecipação das articulações para as eleições gerais de outubro de 2026. Com a condenação e prisão de Bolsonaro, Michelle passou a ser vista por parte da direita como uma possível liderança eleitoral.

Analistas avaliam que a ex-primeira-dama ampliou sua presença política nos últimos meses, sobretudo entre segmentos evangélicos e parte do eleitorado feminino. Ainda assim, uma eventual candidatura não é consenso dentro do partido.

Ao sugerir que Michelle adie a atuação direta, Bolsonaro sinaliza uma estratégia de preservação da imagem da ex-primeira-dama enquanto tenta reorganizar o campo conservador para o próximo ciclo eleitoral.



Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×