A morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei provocou uma escalada imediata na tensão internacional. Neste domingo (1º), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, classificou o episódio como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos” e afirmou que qualquer reação do país contra Estados Unidos e Israel será considerada “vingança legítima”.

A declaração ocorreu um dia após a confirmação oficial de que Khamenei morreu durante um bombardeio contra o complexo presidencial em Teerã, operação atribuída a forças americanas e israelenses.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Pezeshkian afirmou que o ataque representa uma ofensiva direta contra o islamismo, especialmente contra os xiitas.
Segundo o presidente, responsabilizar os autores é “um dever e um direito legítimo” da República Islâmica. Antes do discurso, a agência estatal ISNA informou que o chefe de Estado está em segurança.
LUTO NACIONAL E HOMENAGENS
O governo confirmou a morte no sábado (28) e anunciou medidas oficiais, incluindo:
- 40 dias de luto nacional
- sete dias de feriado geral
- cerimônias e homenagens em todo o país
A agência Fars informou que o líder foi atingido em seu local de trabalho. Em nota, o governo classificou o episódio como “crime” e prometeu resposta.
A Guardas Revolucionárias também divulgou comunicado lamentando a morte e afirmando que continuará o legado político e religioso do aiatolá.
CONFIRMAÇÃO DOS EUA E REAÇÃO DE ISRAEL
O presidente americano Donald Trump anunciou a morte horas antes da confirmação iraniana, afirmando que a operação contou com cooperação de inteligência com Israel.
Ele declarou que os bombardeios continuarão até que, segundo suas palavras, haja “paz no Oriente Médio e no mundo”.
Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que foram destruídas instalações estratégicas ligadas ao programa nuclear iraniano e que comandantes militares foram eliminados.
ESCALADA MILITAR E IMPACTOS
Após os ataques, autoridades iranianas relataram ao menos 201 mortos e 747 feridos. Em resposta, o país lançou mísseis contra território israelense e contra bases americanas na região.
Sistemas de defesa aérea foram ativados em países do Golfo, e o Estreito de Ormuz foi fechado por razões de segurança, elevando preocupações sobre impactos no comércio global de petróleo.
