A revista britânica The Economist publicou um editorial no qual recomenda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concorra às eleições presidenciais de 2026.

Segundo o veículo, a idade avançada do petista — que completará 80 anos — é um dos principais fatores para a avaliação de que o Brasil merece “opções melhores” no próximo pleito.
O texto reconhece que o país tem motivos para celebrar a manutenção da democracia, citando como exemplos a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e o recuo parcial do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Ainda assim, a revista avalia que a condição física e a saúde de Lula representam um risco institucional. De acordo com o editorial, caso seja reeleito, Lula encerraria um eventual quarto mandato aos 85 anos.
A The Economist compara o cenário ao do ex-presidente norte-americano Joe Biden, ressaltando que Lula é apenas um ano mais novo do que Biden era no mesmo estágio do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos. “Isso terminou de forma desastrosa”, aponta a publicação, ao afirmar que “carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”.
A revista também menciona a cirurgia cerebral à qual Lula foi submetido no ano passado, além de escândalos de corrupção envolvendo governos anteriores do PT e críticas à condução da política econômica, como fatores que reforçam a defesa para que o presidente desista da candidatura.
Outro ponto levantado é a ausência de sucessores claros dentro do campo progressista. Segundo a análise, assim como ocorreu com Biden, Lula não preparou lideranças para disputar sua sucessão. Tanto no centro quanto na esquerda, o presidente não teria “adversários sérios” dentro de seu próprio campo político.
“O presidente faria um favor ao seu país e consolidaria seu legado — algo que Biden não fez — anunciando que cumprirá sua promessa e se afastará da disputa”, afirma o editorial. Para a revista, isso abriria espaço e tempo para a construção de um nome mais adequado da centro-esquerda.
No campo da direita, a The Economist avalia que o bolsonarismo ainda enfrenta dificuldades para definir um sucessor. Flávio Bolsonaro é citado como um nome “impopular” e “ineficaz”, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é apontado como uma possível alternativa, descrita como “ponderada” e comprometida com valores democráticos.
Ao final, o editorial defende que o Brasil busque um candidato de centro-direita capaz de equilibrar medidas de desburocratização econômica, preservação ambiental, combate ao crime organizado e respeito ao Estado de Direito e às liberdades civis.







Estranho tal ingerência de uma revista estrangeira, sugerindo veto à candidatura de um presidente do Brasil! Somente aos brasileiros e a mais ninguém compete tal assunto!