O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) voltaram a criticar, neste domingo (28), as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em publicações nas redes sociais, ambos afirmaram que as restrições configuram uma espécie de “tortura” e acusaram o Supremo Tribunal Federal (STF) de agir de forma abusiva.

Segundo eles, Bolsonaro estaria sendo submetido a constrangimentos ao ter de usar tornozeleira eletrônica, permanecer incomunicável, ter seus veículos revistados na entrada e saída de casa e estar proibido de utilizar redes sociais — tudo isso sem que haja denúncia formal apresentada contra ele.

Carlos Bolsonaro classificou a situação como “absurda” e acusou o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, de descumprir a lei por não analisar, em tempo razoável, os pedidos da defesa para derrubar as restrições. “Parem a tortura, pelo amor de Deus!”, escreveu o vereador em seu perfil no X (antigo Twitter).

Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que as medidas representam “perseguição sem paralelo na história do Brasil” e caracterizam “uma violência contra a democracia e contra a vontade de milhões de brasileiros”. Para ele, a intenção seria silenciar o ex-presidente, mas, na prática, o que se tenta é calar a parcela da população que, segundo suas palavras, “não se ajoelha diante da esquerda e do sistema”.

A defesa de Jair Bolsonaro já protocolou pedido para revogação das cautelares impostas pelo STF. Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o recurso.


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