O deputado federal Hildo Rocha, em discurso na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (13), levantou questionamentos sobre a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em processos relacionados ao Maranhão. Segundo o parlamentar, Dino deveria ter se declarado impedido em casos que, de acordo com o parlamentar, envolvem aliados políticos e pessoas de sua confiança.

Hildo citou como exemplo uma ação do Partido Solidariedade contra a Assembleia Legislativa do Maranhão que questiona a escolha de membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O processo foi relatado por Dino, apesar de, segundo o deputado, o ministro ter ligação com sua suplente no Senado, a senadora Ana Paula Lobato, e com o deputado estadual Otelino Neto. Ele lembrou ainda um segundo episódio, após a aposentadoria de outro conselheiro do TCE, quando o ministro novamente suspendeu a escolha feita pela Assembleia. Em uma das denúncias, disse Hildo, a acusação partiu de uma advogada de Minas Gerais, supostamente a pedido de alguém ligado ao gabinete de Dino, apontando irregularidades contra conselheiros do tribunal.

O deputado criticou também a decisão do ministro que, segundo Rocha, determinou a troca do comando estadual do PSB no Maranhão, retirando a direção do governador Carlos Brandão e entregando-a à senadora Ana Paula Lobato. Para ele, as ações indicam interesse político de Dino, que – afirmou Hildo – gostaria de ver o vice-governador Felipe Camarão assumir o comando do Estado. O parlamentar ressaltou que Brandão já afirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato e destacou obras e programas sociais implementados pela atual gestão, que, na sua avaliação, superam os resultados obtidos por Dino enquanto governador.

Ao final, Hildo Rocha afirmou que as atitudes do ministro podem configurar abuso ou desvio de poder e defendeu que juristas e parlamentares investiguem o caso.


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