O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é alvo de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que investiga sua atuação nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar e tentar influenciar decisões contra autoridades brasileiras.

De acordo com a PGR, Eduardo teria feito publicações nas redes sociais e concedido entrevistas nos EUA com o propósito de provocar a imposição de sanções a ministros do STF, articulando junto ao governo do ex-presidente Donald Trump. A Procuradoria vê indícios de que o parlamentar possa ter cometido os crimes de:
– Coação no curso do processo;
– Obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa;
– Abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
As ações também teriam como objetivo interferir em processos que envolvem Jair Bolsonaro, pai de Eduardo e ex-presidente da República.
BOLSONARO PRESTOU DEPOIMENTO À PF
Em 5 de junho, Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito do inquérito. A PGR avalia que ele pode ter sido beneficiado diretamente pela suposta articulação do filho em território norte-americano.
Na saída do depoimento, Bolsonaro alegou que enviou cerca de R$ 2 milhões em recursos próprios e declarados para custear a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.
Questionado por jornalistas, o ex-presidente negou qualquer tentativa de lobby ou trabalho do filho para promover sanções contra autoridades brasileiras.
Ainda assim, afirmou ter “orgulho” das ações de Eduardo e afirmou que a atuação dele é voltada à “defesa da democracia”.
APOIO DE TRUMP
O caso ganhou novo contorno após uma declaração pública de apoio de Donald Trump.
Em 7 de julho, o presidente americano publicou na rede Truth Social que Bolsonaro é alvo de “perseguição” no Brasil.
Na publicação, Trump criticou o tratamento dado ao ex-presidente, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado após a derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022.
O Palácio do Planalto reagiu com uma nota oficial, na qual reafirma que ninguém está acima da lei no Brasil.
AGRADECIMENTOS E SINALIZAÇÕES
Após a manifestação de Trump, Bolsonaro agradeceu publicamente, chamando o republicano de “ilustre presidente e amigo” e comparando as perseguições sofridas por ambos.
Já Eduardo Bolsonaro, embora tenha dito que não pode dar mais detalhes sobre os bastidores da manifestação de Trump, afirmou nas redes sociais:
“Esta não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo. Agradeço a todos que se empenham nesta batalha.”







Não se iludam porquanto esse Trump ainda vai dar mais dor de cabeça ao Brasil., mormente ao STF. O car não é flor que se cheire.l.
Sr. Gonet, quem tem sarna passa o resto da vida se coçando . Comprar briga com esse maluco americano é cutucar cascavel com vareta…