Parece que o Maranhão resolveu presentear a população com mais um capítulo da novela ‘Quem Perde Mais Aliados Hoje?’, estrelada por um ‘time’ supostamente orquestrado pelo vice-governador do estado. Nos últimos dias, blogs e páginas de redes sociais – aqueles que obedeceriam a Felipe – decidiram lançar uma onda de ataques contra a deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa. E, como sempre, a estratégia foi tão bem pensada quanto um pão amanhecido: dura de engolir e indigesta.

Se a ordem partiu do próprio Felipe Camarão, temos um caso clássico de autossabotagem política. Afinal, quem em sã consciência acha uma boa ideia atacar justamente a presidente da Assembleia, uma figura que poderia ser decisiva em qualquer projeto futuro? É como cortar o galho em que você está sentado e ainda reclamar quando cair. Mas, se Camarão não mandou, o que pode ser provável, a situação fica ainda pior; significa que nem os seus assessores ele consegue controlar. Se hoje já agem por conta própria, o que dirá de um governo inteiro? Ah, mas foi sem querer! – diria o político que sonha em comandar o estado, mas não consegue nem comandar o próprio WhatsApp.
E, claro, não podemos ignorar o ingrediente mais previsível dessa receita desastrosa: o machismo escancarado. A briga supostamente seria entre grupos políticos, mas, por alguma “incrível coincidência”, a única pessoa bombardeada por fake news é uma mulher. Tem uma penca de líderes homens no meio dessa disputa, mas quem vira alvo é justamente a presidente da Assembleia. Por quê? Porque no manual do político mediano, mulher no poder sempre parece um alvo mais fácil. O mais irônico é que essas mesmas pessoas que acusam a direita de machismo agem exatamente da mesma forma. Ou seja, a hipocrisia está tão evidente que até um míope enxerga.
No fim das contas, o tiro saiu pela culatra e acertou o próprio pé. Se foi estratégia, falhou feio. Se foi acidente, mostrou incompetência. E se foi só machismo mesmo, que no mínimo assumam. Enquanto isso, a deputada Iracema Vale segue no cargo, enquanto o time da afronta tenta explicar mais essa trapalhada. Moral da história! Se querem ser levados a sério, talvez devessem começar agindo com seriedade – e deixando a misoginia de lado. Mas, pelo visto, isso ainda é pedir muito.
O desabafo foi feito a O INFORMANTE por uma militante política que, por enquanto, prefere ficar no anonimato. O portal assina embaixo.






