Líderes europeus reuniram-se em Kiev e emitiram um ultimato à Rússia: se o presidente Vladimir Putin não aceitar até segunda-feira (12) a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo incondicional de 30 dias, o país enfrentará sanções ainda mais severas. Além disso, os aliados da Ucrânia aumentarão os investimentos para apoiar os ucranianos na defesa contra a invasão russa.
A reunião em Kiev contou com a presença do primeiro-ministro do Reino Unido, Kier Starmer, do presidente francês, Emmanuel Macron, do novo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e do primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, além do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Durante o encontro, que ocorreu no terceiro ano da guerra, os líderes prestaram homenagens a soldados e civis mortos, e se reuniram por videoconferência com líderes de outros países e organizações internacionais, incluindo a primeira-ministra da Itália, o novo primeiro-ministro canadense, a presidente da Comissão Europeia e o secretário-geral da OTAN. Também houve uma ligação com Donald Trump.
Zelensky, ao lado dos aliados, expressou que a proposta de cessar-fogo era um passo positivo, e afirmou estar pronto para implementar a trégua imediatamente, mas deixou claro que não tinha ilusões quanto ao cumprimento da proposta por parte de Putin.
Por outro lado, o Kremlin reagiu com críticas. O porta-voz Dmitry Peskov acusou os europeus de declarações contraditórias, em vez de buscar melhorias nas relações com a Rússia, e afirmou que qualquer pressão para forçar o cessar-fogo seria inútil.
À noite, Putin respondeu com declarações sobre iniciativas russas de cessar-fogo, afirmando que a Ucrânia não respondeu às propostas de trégua, e sugeriu que negociações diretas possam ocorrer em Istambul, na Turquia, daqui a cinco dias.






