As tensões comerciais entre Estados Unidos e China podem estar perto de um alívio. Neste domingo (11), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que houve “avanços substanciais” nas negociações entre as duas maiores economias do mundo, realizadas ao longo de dois dias em Genebra, na Suíça.

“Estou feliz em informar que fizemos progressos substanciais entre os Estados Unidos e a China nas importantíssimas negociações comerciais”, disse Bessent. Ele adiantou que mais detalhes sobre os acordos discutidos serão divulgados nesta segunda-feira (12).
Os encontros começaram no sábado (10) e reuniram, além de Bessent, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. A primeira rodada de conversas durou cerca de oito horas.
Greer também sinalizou otimismo ao conversar com jornalistas neste domingo.
“As diferenças não são tão grandes quanto se pensava”, afirmou. “Foram dois dias muito construtivos. É importante entender a rapidez com que conseguimos chegar a um acordo.”
DISPUTA TARIFÁRIA
As negociações visam encerrar a chamada “guerra comercial”, que se intensificou no início de abril com uma escalada nas tarifas de importação entre os dois países.
Atualmente, os EUA impõem tarifas de 145% sobre produtos chineses, enquanto a China cobra 125% sobre produtos americanos.
A origem do impasse remonta ao chamado “Dia da Libertação”, quando o ex-presidente Donald Trump impôs tarifas de 10% a 50% sobre importações de 180 países — sendo a China um dos alvos principais, com uma taxa inicial de 34%, somada a outras já existentes.
Em resposta, Pequim também elevou suas tarifas e o confronto escalou rapidamente, com ambos os lados retaliando em percentuais sucessivos.
Trump chegou a afirmar que uma tarifa de 80% sobre produtos chineses “parecia correta”, antes de voltar à mesa de negociações.
O governo chinês vinha condicionando a retomada do diálogo a uma “demonstração de sinceridade” por parte dos EUA, pedindo o cancelamento das tarifas unilaterais e correções nas práticas comerciais consideradas “equivocadas” por Pequim.
Mesmo após a escalada, os dois países parecem ter encontrado terreno comum. Caso os avanços se consolidem, o impasse pode caminhar para um desfecho — ou ao menos uma trégua temporária — após meses de tensão comercial que impactaram cadeias produtivas globais e mercados financeiros.






