O ex-presidente José Sarney foi homenageado nesta terça-feira, 18, em uma sessão especial no Senado, em reconhecimento ao seu papel fundamental na redemocratização do Brasil.

Sarney, que assumiu a presidência em 1985 após a morte de Tancredo Neves, foi essencial para a estabilidade política do país, viabilizando a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação da Constituição de 1988.
A homenagem marca os 40 anos do retorno ao Estado democrático de direito no Brasil.
Sarney, que completará 95 anos em breve, tem mais de seis décadas de vida pública e foi celebrado por parlamentares, ex-representantes do Executivo e do Judiciário.
Durante o evento, ele destacou a importância da Constituição de 1988 e da implementação dos direitos sociais no Brasil, enfatizando a necessidade de fortalecer a democracia e garantir os direitos civis e sociais para todos os cidadãos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou o papel de Sarney na transição democrática, lembrando os desafios enfrentados durante sua gestão, e entregou ao ex-presidente uma placa de homenagem.
Além disso, o senador Jorge Kajuru, autor da proposta da sessão, destacou a importância de Sarney para a transição democrática e a estabilidade do país.
“O então senador José Sarney foi peça-chave para a transição democrática e para o nascimento da Nova República. Ao romper com o extinto PDS, herdeiro da antiga Arena, partido que dera sustentação política ao regime militar, José Sarney se transformou no maior fiador da redemocratização, integrando a chapa presidencial de oposição ao lado de Tancredo Neves, outro homem público histórico, inesquecível e eterno. (…) Graças à sua apurada sensibilidade e incomparável experiência política, Sarney logrou realizar uma transição sem traumas para a vida democrática. Sarney ampliou as liberdades civis e políticas, acabando com a censura e legalizando os partidos políticos que haviam sido banidos durante a ditadura”, salientou Kajuru.
O senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado, e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, também prestaram homenagem, reconhecendo a importância do ex-presidente na consolidação da democracia brasileira.
“Vossa Excelência foi esse condutor tão paciente, tão resiliente, tão tranquilo, mas ao mesmo tempo tão firme, porque V. Exa. não deixou morrer em suas mãos a democracia. Se a democracia não morreu é porque V. Exa. teve a capacidade de sofrer todos os tipos de ataques, todos os tipos de críticas e todos os tipos de agressões, de maneira calma, pacífica, sem jamais erguer a voz. V. Exa. merece todos os elogios”, ratificou Toffoli.






