Após a confirmação da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), a próxima mudança da reforma ministerial pode ocorrer na Secretaria-Geral de Governo, atualmente comandada por Márcio Macêdo.

Há insatisfação no Palácio do Planalto com o desempenho do petista, cuja função inclui o diálogo com movimentos sociais.

Durante o feriado de Carnaval, o nome do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) começou a circular como possível substituto.

Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou o nome do parlamentar em conversas sobre a possível troca.

No entanto, dentro do PT, há resistência à sua nomeação, já que a mudança reduziria o espaço do partido na Esplanada.

DESAFIOS PARA BOULOS

Boulos, ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e deputado mais votado de São Paulo em 2022, tem um perfil combativo e é visto por setores de centro e direita como um nome radical.

Apesar de ter moderado seu discurso nos últimos anos, parlamentares do PT avaliam que o cargo exige diálogo com diversas organizações da sociedade civil, o que poderia dificultar sua nomeação.

Com Gleisi Hoffmann assumindo um cargo no governo, o PT precisa definir um novo presidente interino até as eleições internas em julho.

Entre os cotados para o posto estão o senador Humberto Costa (PT-PE) e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Uma reunião do partido está marcada para sexta-feira (7/3) para discutir o tema.


Comentário no post: “Guilherme Boulos é cotado para ministério no governo Lula, mas enfrenta resistência do PT

  1. Cada vez que o ‘homi’ indica alguém para altos cargos no governo, o desgaste aumenta na própria base.
    Isso tem nome: incompetência administrativa…
    O Boulos, toda vez que manifesta seu discurso do ódio, os adversários celebram de forma efusiva, dando mais força à direita oposicionista.

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