Nesta terça-feira, 11, os diplomatas da Ucrânia e dos Estados Unidos se reúnem em Jidá, na Arábia Saudita, para tentar avançar em um possível acordo de paz no conflito com a Rússia.

A iniciativa ocorre em meio a uma guerra que já dura mais de dois anos e segue sem uma solução definitiva.

Na segunda-feira (10), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chegou ao país e se encontrou com o príncipe saudita Mohammed bin Salman.

Também em Jidá está o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que participa das tratativas ao lado do conselheiro de segurança nacional Mike Waltz. No entanto, não há previsão de um encontro direto entre Zelensky e Rubio.

Durante uma conversa com repórteres a bordo de seu avião, Rubio destacou que os EUA desejam avaliar a disposição da Ucrânia em negociar a paz e quais concessões poderiam ser consideradas.

Ele enfatizou que não imporá condições à Ucrânia, mas busca entender até que ponto o país está disposto a avançar nas negociações e compará-lo às exigências russas.

Ucrânia insiste em culpar a Rússia 

Nas redes sociais, Zelensky reafirmou que a Ucrânia busca a paz desde o início da guerra e que a Rússia é a única responsável por sua continuidade.

“A Ucrânia vem buscando a paz desde o primeiro segundo da guerra, e sempre dissemos que a única razão pela qual a guerra continua é a Rússia”, escreveu o presidente ucraniano.

Além das tratativas de paz, Zelensky pretende usar sua viagem para tentar reconstruir sua relação com o governo Trump.

O presidente ucraniano e Trump protagonizaram um desentendimento recente, o que resultou na suspensão do compartilhamento de inteligência entre os dois países.

Uma fonte do alto escalão do governo de Kiev, ouvida pela agência AFP sob anonimato, revelou que a delegação ucraniana pretende propor à Rússia uma trégua tanto no ar quanto no mar, como um primeiro passo para um cessar-fogo.

Outro tema prioritário para a Ucrânia é a retomada do compartilhamento de informações de inteligência com os EUA.

A suspensão dessa cooperação, segundo a fonte, pode dar uma vantagem significativa à Rússia no campo de batalha.

Moscou mantém postura cautelosa 

Do lado russo, o Kremlin declarou que não espera nenhum resultado concreto da rodada de negociações na Arábia Saudita.

Peskov também comentou sobre a relação entre Washington e Moscou, destacando que o restabelecimento dos laços bilaterais será um processo longo e desafiador.

Ele mencionou que os contatos diretos entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin ainda são limitados, mas que há uma disposição política para melhorar o diálogo.

Acordo sobre minerais pode ser fechado

Além das discussões sobre um cessar-fogo, os EUA também buscam firmar um acordo com a Ucrânia sobre minerais essenciais.

Antes de embarcar para a Arábia Saudita, o enviado especial do presidente Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse à Fox News que espera avanços significativos nas negociações e que o pacto proposto por Washington pode ser assinado em breve.

Com a guerra se arrastando e sem uma solução definitiva à vista, a reunião na Arábia Saudita pode representar um novo passo para a diplomacia internacional no conflito.

No entanto, as divergências entre Ucrânia e Rússia seguem sendo um grande obstáculo para um acordo duradouro.

 


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