O deputado estadual Ricardo Arruda (PL-PR) foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a pagar uma indenização de R$ 7.000 à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, por chamá-la de “amante” em uma publicação no Instagram. Além do pagamento, Arruda também terá que se retratar publicamente. A decisão foi proferida no sábado (29) e ainda cabe recurso.

Ofensa e repercussão

A postagem foi feita em outubro de 2024, quando Gleisi ainda era presidente do PT. No vídeo, o deputado paranaense  se referiu a ela de forma pejorativa:

“Olá, tudo bem? Deputado Ricardo Arruda. Pessoal, olha ela de novo aí, a presidente do PT, a tal da amante, olha aí ela esbravejando porque ouviu a verdade”, afirmou.

Na gravação, o deputado também sugeriu que a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 teria sido comemorada por presos em todo o Brasil.

Gleisi Hoffmann acionou a Justiça, alegando que foi desqualificada como mulher e reduzida a um “mero objeto sexual” com base em boatos infundados. O vídeo foi retirado das redes sociais, mas, na época da publicação, o deputado possuía 267 mil seguidores, o que aumentou o alcance da ofensa.

Decisão judicial e defesa do deputado

A defesa de Arruda argumentou que a declaração foi uma “ironia política” e não teve caráter misógino. Os advogados sustentaram que suas falas estavam protegidas pelo direito à liberdade de expressão.

No entanto, a juíza Tatiana Dias, responsável pelo caso, considerou que as declarações do parlamentar causaram “vexame e extremo constrangimento social”, agravado pelo grande número de seguidores que ele possui nas redes.

Além da indenização e da retratação, o parlamentar também foi condenado a pagar as custas do processo. O deputado ainda pode recorrer da decisão.


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