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A Polícia Civil do Maranhão realizou, na manhã desta terça-feira (10), mais uma etapa da Operação Fake Stop. A ação tem como objetivo combater a divulgação de notícias falsas e ataques virtuais direcionados a autoridades públicas do estado, incluindo conteúdos produzidos com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial.

A operação foi autorizada por decisão da 4ª Vara da Comarca de Balsas, que determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar, além da aplicação de medidas cautelares contra um dos investigados.

Nesta fase da investigação, o principal alvo foi o vice-prefeito de Fortaleza dos Nogueiras, Rui Arruda. De acordo com a polícia, ele é apontado como líder de um suposto grupo organizado para realizar ataques sistemáticos nas redes sociais contra a prefeita da cidade, Fernanda Lima.

Segundo as investigações, o grupo utilizaria perfis anônimos em plataformas digitais para publicar conteúdos considerados ofensivos e difamatórios contra a gestora municipal. A estrutura teria funcionado como uma espécie de “gabinete do ódio”, voltado à disseminação de críticas e acusações contra a prefeita.

A Polícia Civil apura a possível prática de crimes como associação criminosa, perseguição e difamação qualificada pelo meio utilizado.

Apesar da operação desta terça-feira, não houve prisões. O Poder Judiciário entendeu que, neste momento, a aplicação de medidas cautelares seria suficiente para garantir o andamento das investigações e evitar interferências na coleta de provas.

Entre as determinações impostas ao investigado estão a proibição de manter contato com a vítima e com outros investigados, além da restrição de aproximação da prefeitura e de órgãos da administração municipal.

Também foi determinada a proibição do uso de redes sociais, recolhimento domiciliar no período noturno e o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento.

Equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas cidades de Balsas e Fortaleza dos Nogueiras. Durante a operação, os agentes recolheram celulares, computadores, mídias digitais e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.

De acordo com o delegado regional de Balsas, Hudson Nogueira, os equipamentos apreendidos serão encaminhados para perícia técnica, onde passarão por análise para extração de dados.

As investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, identificar outros possíveis envolvidos e adotar as medidas legais cabíveis.

A nova etapa ocorre poucos dias após o início da operação. Na quinta-feira (5), durante a primeira fase da Operação Fake Stop, um homem foi preso em flagrante suspeito de utilizar falsa identidade na internet. As autoridades seguem investigando a atuação do grupo nas redes sociais.



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