O maranhense Lucas da Conceição, natural de Chapadinha (MA) e conhecido pelos apelidos “Mata Rindo” e “Luquinha”, está entre os mortos na megaoperação policial deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, contra integrantes da facção Comando Vermelho (CV).

De acordo com informações da Polícia Civil, mais de 120 pessoas morreram durante a ação, deflagrada para desarticular núcleos do tráfico e prender lideranças da organização criminosa. Entre os mortos, estão quatro policiais e 117 suspeitos.
Até o início da tarde desta quinta-feira (30), mais da metade dos corpos já havia passado por perícia no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio.
Os familiares das vítimas começaram a comparecer ao local ainda pela manhã para reconhecimento e liberação dos corpos.
Por envolver pessoas de outros estados, o IML solicitou acesso a bancos de dados de fora do Rio para cruzar informações e confirmar identidades.
QUEM ERA “MATA RINDO”
Segundo a polícia, Lucas da Conceição fugiu do Maranhão após cometer crimes em Chapadinha, sua cidade natal. No Rio de Janeiro, ele se integrou ao Comando Vermelho e passou a atuar na função de contenção — responsável por vigiar entradas das comunidades, proteger pontos de venda de drogas e alertar os traficantes sobre a chegada de policiais.
Nas redes sociais, o maranhense se identificava como “Luca” ou “Bé” e costumava exibir armas e símbolos ligados ao crime organizado. O apelido “Mata Rindo”, segundo investigadores, é comum entre criminosos conhecidos pela frieza e violência com que agem.
A Polícia Civil informou ainda que Lucas circulava entre os complexos da Penha e do Alemão, áreas dominadas por Doca da Penha, apontado como o chefe máximo do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
A identificação de criminosos de outros estados entre os mortos reforça, segundo a polícia, a presença interestadual da facção e a expansão de integrantes do Comando Vermelho para diferentes regiões do país.
