A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a operação “Giro Zero”, voltada à repressão de rachas ilegais, poluição sonora e à atuação de grupos organizados em diversas regiões de São Luís.

A ação foi coordenada pela Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema), com apoio do Ministério Público do Estado e de Centros de Inteligência.
Durante a operação, equipes policiais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, alcançando imóveis e veículos investigados tanto na capital quanto nos municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar.
O foco da investigação são práticas que colocam em risco a segurança viária e perturbam o sossego da população.
Entre os alvos da operação estão carros e motocicletas usados em corridas clandestinas, além de equipamentos eletrônicos como celulares, notebooks e mídias digitais.
A entrada nos endereços dos suspeitos ocorreu simultaneamente ao amanhecer, com o objetivo de preservar provas e evitar a dispersão dos envolvidos.
Até o momento, a operação resultou na apreensão de seis veículos, quatro celulares e uma espingarda calibre .38.
As diligências seguem em andamento até o cumprimento total dos mandados. As investigações continuam para identificar outros participantes e aprofundar a responsabilização dos autores.
Todo o material recolhido será analisado pelo Instituto de Criminalística (Icrim), responsável pelos exames periciais.
Os laudos técnicos devem confirmar o uso dos veículos e dispositivos nos crimes investigados.
Os automóveis apreendidos estão sendo removidos com o apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) de São Luís, e permanecerão sob custódia até a conclusão dos trâmites legais, incluindo o processo de responsabilização penal.
A operação é parte de um esforço integrado para desarticular grupos que transformavam vias públicas em pistas de corrida clandestinas, colocando em risco a vida de pedestres, motoristas e moradores de bairros residenciais.
A ação também responde a diversas denúncias recebidas pela Dema sobre perturbação do sossego e manobras perigosas em áreas urbanas.
De acordo com as investigações, os envolvidos utilizavam aplicativos de mensagens para organizar os encontros e realizavam os rachas em horários de menor movimento.







