A situação do Hospital Veterinário Municipal de São Luís voltou a ser alvo de cobrança na Câmara Municipal. Durante sessão nessa segunda-feira (31), a vereadora Concita Pinto (PSB) pediu que a Prefeitura agilize a liberação de uma emenda parlamentar impositiva de R$ 500 mil destinada à unidade, que atende animais de famílias que não têm condições de custear serviços veterinários particulares.

Segundo a parlamentar, o dinheiro foi direcionado à Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e deverá ser utilizado principalmente na compra de medicamentos, insumos e materiais necessários aos atendimentos clínicos e cirúrgicos. A vereadora afirmou ter recebido manifestações de pessoas pelas redes sociais questionando a demora na aplicação do recurso e disse que o processo estaria parado desde 10 de agosto na Secretaria Municipal de Assuntos Políticos (Semap).
A cobrança ocorre poucos dias depois de profissionais do hospital realizarem uma greve de 24 horas, com apoio da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Maranhão (Anclivepa-MA). A entidade relatou problemas como atrasos salariais, redução do número de veterinários, excesso de trabalho e dificuldades na gestão da unidade.
Concita Pinto também solicitou que a Comissão de Saúde da Câmara faça uma visita ao hospital para verificar as condições de atendimento e funcionamento. Para a vereadora, a situação exige uma resposta da administração municipal, especialmente diante da importância do serviço para a população de baixa renda.
“Não é para a vereadora, é para os animais que estão precisando”, afirmou Concita Pinto.
A Anclivepa-MA também apresentou denúncias mais graves sobre o funcionamento do hospital. Entre elas estão questionamentos sobre a triagem social, a quantidade de profissionais e o número de vagas disponíveis. A entidade afirma ainda que recebe relatos de mortes frequentes de animais na unidade e defende que o Ministério Público investigue as condições de gestão do equipamento público.
A emenda de R$ 500 mil foi formalizada por meio de ofício em 7 de agosto e prevê a aplicação dos recursos em medicamentos veterinários, insumos, materiais de consumo e outras necessidades relacionadas aos procedimentos realizados no hospital.
Reveja:
