A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel e contratada pela Rádio e TV Difusora do Maranhão. O levantamento, registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) sob o número MA-09485/2026, tinha divulgação autorizada a partir desta quarta-feira (2).

A liminar foi concedida pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho, juiz eleitoral auxiliar. A decisão impede AtlasIntel e Difusora de divulgar os resultados da pesquisa, sob pena de multa de R$ 50 mil para cada empresa em caso de descumprimento.
A representação foi apresentada pelo PRTB do Maranhão e pelo candidato ao Governo do Estado Roberto Rocha. Entre os questionamentos está o fato de o levantamento, registrado para governador e senador, também apresentar perguntas sobre a eleição presidencial. O questionário traz 12 nomes para a Presidência e quatro possíveis disputas de segundo turno, sem que tenha sido localizado outro registro que autorize a divulgação desses dados.
O magistrado também apontou inconsistências nos cenários de segundo turno para o Governo do Maranhão. Apesar de oito nomes aparecerem na disputa de primeiro turno, somente Eduardo Braide é testado contra Orleans Brandão, Felipe Camarão e Roberto Rocha. Para a Justiça, a ausência de explicação metodológica para essa seleção precisa ser esclarecida, especialmente porque outros candidatos não aparecem em nenhuma das simulações.
Outro ponto levantado na decisão envolve as informações financeiras da pesquisa. O campo destinado à identificação do responsável pelo pagamento não foi preenchido, enquanto a nota fiscal apresentada faz referência a três levantamentos eleitorais no Maranhão sem especificar quanto foi pago pelo estudo questionado.
A AtlasIntel terá dois dias para apresentar esclarecimentos e defesa. O instituto deverá informar ainda se existe outro registro relacionado ao módulo presidencial, indicar o responsável pelo pagamento e detalhar os valores correspondentes à pesquisa MA-09485/2026.
Após a manifestação das empresas, o caso será encaminhado para análise da Procuradoria Regional Eleitoral. A suspensão é provisória e continuará valendo até que a Justiça Eleitoral tome uma nova decisão.
