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O governo federal apresentou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, com previsão de R$ 2,83 trilhões em despesas primárias e R$ 3,459 trilhões em receitas. A proposta projeta ainda um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB).

Foto: Reprodução

O texto também prevê um salário mínimo de R$ 1.741 para o próximo ano. O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, em relação aos R$ 1.621 previstos para 2026.

Na área econômica, a projeção é de crescimento de 2,46% do PIB em 2027. Para a inflação medida pelo IPCA, a estimativa é de 3,6%, enquanto a taxa Selic média projetada para o próximo ano é de 12,53%.

A proposta considera ainda uma taxa de câmbio média de R$ 5,22 e preço médio de US$ 71,03 para o barril de petróleo.

Emendas e despesas

O PLOA prevê R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares individuais e de bancada em 2027. O montante representa um aumento nominal de R$ 4 bilhões em comparação com o valor previsto no PLOA de 2026.

As despesas federais com pessoal, incluindo servidores civis e militares, devem aumentar R$ 20,6 bilhões em 2027. Mesmo assim, a previsão é de redução de 0,1 ponto percentual em relação ao PIB.

Segundo as projeções, as despesas obrigatórias devem passar de 17,5% para 17,3% do PIB. Com isso, a participação desses gastos no total das despesas primárias deve cair de 92,4%, em 2026, para 91,7% no próximo ano.

O governo também prevê o pagamento de R$ 97,7 bilhões em precatórios em 2027. A partir do próximo ano, pelo menos 10% desse tipo de despesa deverá ser incluído entre os gastos sujeitos ao limite necessário para o cumprimento da meta fiscal, conforme projeto aprovado pelo Congresso.



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