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Um vídeo que circula nas redes sociais revela que o pré-candidato a governador do Maranhão, Eduardo Braide, teria mentido 18 vezes em um discurso de 9 minutos feito na cidade de Balsas, no Sul do Maranhão.

Segundo o vídeo, a análise do discurso aponta uma média de uma suposta mentira a cada 30 segundos. Ao longo da gravação, são apresentadas diversas declarações atribuídas a Braide e, em seguida, contrapontos e críticas relacionados à atuação do político à frente da Prefeitura de São Luís.

Entre os primeiros pontos citados estão declarações sobre a saúde pública da capital. No discurso, Braide teria afirmado que entregou seis novos hospitais em São Luís. O vídeo, porém, questiona a situação de unidades municipais e direciona críticas principalmente ao Hospital da Criança.

A gravação também faz acusações graves relacionadas à gestão da unidade. O narrador menciona supostos problemas no atendimento, falta de profissionais e irregularidades que, segundo ele, deveriam ser investigadas pelas autoridades. O vídeo cita ainda relatos de familiares de crianças atendidas no hospital e afirma que teriam sido identificadas situações de ausência de médicos em UTIs.

Outro ponto abordado é o Hospital Municipal Veterinário de São Luís. De acordo com o vídeo, apesar de o prefeito ter apresentado a unidade como um serviço gratuito, o local estaria enfrentando problemas de funcionamento, incluindo falta de atendimento, profissionais e medicamentos.

A gravação também questiona uma declaração de Braide sobre a necessidade de retirar políticos dos hospitais. Na sequência, o vídeo contrapõe essa fala a outra declaração atribuída ao próprio prefeito, na qual ele teria afirmado que pretende estabelecer uma política para administrar a saúde do Maranhão e que chamaria uma deputada para integrar sua equipe.

O vídeo segue apresentando críticas à estrutura da saúde pública municipal e cita a necessidade de ampliar o número de médicos especialistas, anestesistas, leitos e profissionais de enfermagem.

Também são apresentados relatos de mães de crianças atendidas no Hospital da Criança. Uma delas aparece afirmando que levou os filhos vivos à unidade na expectativa de que recebessem atendimento capaz de salvar suas vidas. O vídeo utiliza os depoimentos para reforçar as críticas à administração municipal.

Outro assunto abordado é o Hospital do Câncer Aldenora Bello. O narrador afirma ter encontrado moradores de Balsas e de outras cidades do Sul do Maranhão em tratamento na unidade e questiona a relação entre empresas que recebem recursos públicos e prestam serviços na área da saúde.

A gravação faz ainda uma série de acusações relacionadas à utilização de avião particular por Braide. O narrador afirma que teria percorrido mais de mil quilômetros com recursos da Prefeitura de São Luís e questiona a utilização de aeronave durante deslocamentos do prefeito.

Na sequência, o vídeo passa a abordar problemas relacionados à infraestrutura e ao transporte público. São citados episódios envolvendo asfaltamento, ônibus atolados e dificuldades enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo da capital.

Outro ponto destacado é a política municipal para atendimento de crianças autistas e neurodivergentes. O vídeo afirma que a gestão teria conseguido atender 18 mil crianças no ano anterior, mas apresenta, em seguida, críticas de mães de crianças com deficiência, que acusam a administração de ignorar suas demandas.

A gravação também questiona a situação do atendimento neuropediátrico no Hospital da Criança e faz acusações contra um profissional que, segundo o vídeo, teria sido colocado na unidade pela gestão municipal. As afirmações apresentadas são graves e, por isso, demandariam comprovação documental e manifestação dos envolvidos.

Na área econômica, o vídeo rebate uma declaração atribuída a Braide sobre o Maranhão possuir os maiores impostos do Brasil. O narrador afirma que os produtos considerados supérfluos ou nocivos, além de metais preciosos, estão entre os itens com maior tributação no estado, enquanto produtos alimentícios teriam alíquotas menores. A gravação cita dados atribuídos ao Dieese e à Conab para sustentar a argumentação sobre preços e inflação.

O vídeo também aborda o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e afirma que a base de cálculo do tributo municipal teria aumentado 1.600%. Em seguida, questiona a situação financeira da Prefeitura de São Luís e afirma que a gestão teria deixado recursos em caixa para a administração seguinte, enquanto a atual prefeitura estaria enfrentando dificuldades financeiras e dívidas com fornecedores.

Ainda na área da saúde, a gravação afirma que empresas fornecedoras de equipamentos de tomografia teriam recolhido aparelhos instalados em hospitais municipais. A afirmação é utilizada como exemplo pelo narrador para questionar a situação financeira e administrativa da prefeitura.

O vídeo também contrapõe declarações sobre a geração de empregos no Maranhão. Segundo a gravação, o estado estaria entre os que mais geram empregos no Nordeste e entre os quatro com maior crescimento na geração de postos de trabalho no país.

Na sequência, o narrador ironiza uma declaração atribuída a Braide sobre a capacidade de atrair novas empresas para o Maranhão. O vídeo afirma que a principal iniciativa empresarial associada à gestão municipal teria sido relacionada ao sistema de multas de trânsito.

A arrecadação municipal também entra na lista de questionamentos. O narrador afirma que a receita da Prefeitura de São Luís teria aumentado 900% e critica a atuação dos agentes de trânsito, citando inclusive um episódio envolvendo a deputada estadual Mical Damasceno.

Na área da segurança pública, o vídeo menciona uma suposta classificação de São Luís como a capital menos violenta do Nordeste e atribui o resultado ao trabalho da Guarda Municipal. Ao mesmo tempo, critica Braide por, segundo o narrador, tentar se beneficiar de resultados relacionados às forças de segurança estaduais.

A situação da Guarda Municipal também é questionada, com menções a ameaças de greve e suposta falta de condições adequadas de trabalho.

O vídeo ainda aborda indicadores socioeconômicos do Maranhão e afirma que o estado teria deixado de ocupar as últimas posições em determinados índices, passando a apresentar resultados melhores em áreas como planejamento e gestão dos recursos públicos.

Outro trecho trata da composição política da gestão municipal. O narrador questiona quantos secretários que trabalharam com Braide teriam deixado a prefeitura para disputar eleições e, em seguida, afirma que nenhum teria seguido esse caminho.

A partir daí, a gravação critica a formação da equipe do prefeito e cita mudanças no secretariado. Segundo o vídeo, Braide teria trocado 25 secretários ao longo dos cinco anos de mandato. O transporte público é usado como exemplo, com a afirmação de que cinco responsáveis pela área teriam deixado o cargo no período.

O narrador também critica a situação do transporte coletivo de São Luís e afirma que a capital teria um dos piores sistemas de transporte público do país.

Nos momentos finais, o vídeo resgata episódios envolvendo Braide que já foram alvo de repercussão pública e cita o chamado “Clio do Milhão”, além de mencionar a chamada “máfia de Anajatuba” e uma reportagem exibida pelo Fantástico.

A gravação termina com uma provocação sobre dinheiro e gestão pública, utilizando a frase: “Cadê o dinheiro que estava aqui?”.



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