A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Procuração Fantasma para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 5,7 milhões.

As investigações apontam a existência de um esquema voltado ao cadastramento fraudulento de procuradores vinculados a titulares de benefícios assistenciais. De acordo com a Polícia Federal, o objetivo era manter os benefícios ativos por tempo indeterminado e possibilitar a contratação de empréstimos consignados em nome dos supostos beneficiários.
Ainda segundo a investigação, há indícios de que os titulares dos benefícios eram pessoas fictícias, criadas a partir do uso de identidades falsas para viabilizar as fraudes.
O levantamento realizado pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) estima que os prejuízos causados ao INSS podem alcançar cerca de R$ 5,7 milhões.
Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Santa Luzia do Paruá e Zé Doca, no Maranhão. A Justiça também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do arresto de bens para garantir o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos.
Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato majorado contra entidade de direito público, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.
