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A Fifa afirmou que existe um movimento coordenado para enfraquecer a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. A manifestação ocorre em meio à pressão sobre o dirigente após a repercussão de um plano para transferir a administração de direitos comerciais da Copa do Mundo para uma nova estrutura com participação de investidores privados.

A proposta acabou sendo abandonada diante das críticas, mas provocou questionamentos entre dirigentes do futebol e aumentou os pedidos para que Infantino deixe o comando da entidade.

Em comunicado, a Fifa também contestou reportagens recentes sobre o presidente. Segundo a organização, parte das informações divulgadas contém alegações sem comprovação e afirmações que seriam falsas.

Infantino ainda é alvo de acusações publicadas por um jornal britânico relacionadas a um suposto pagamento feito a uma mulher com quem teria mantido um relacionamento quando trabalhava na Uefa, entidade responsável pelo futebol europeu. A Fifa não apresentou, no comunicado, novos detalhes sobre as acusações.

PLANO BILIONÁRIO PROVOCOU REAÇÃO

O principal foco da crise envolve a proposta anunciada por Infantino para criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que poderia negociar uma participação minoritária nos direitos comerciais da Copa do Mundo.

A estrutura seria avaliada em aproximadamente US$ 20 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 102 bilhões, e teria como objetivo administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes masculino e feminino.

A ideia previa a entrada de investidores privados no negócio. A possibilidade gerou resistência entre dirigentes e entidades do futebol, que questionaram a proposta e seus possíveis impactos sobre o controle das competições.

Após a repercussão negativa, Infantino informou que desistiu de levar o projeto adiante.

Mesmo com o recuo, a iniciativa desencadeou uma onda de críticas e pedidos para que o dirigente renuncie à presidência da Fifa.

FUNDO LIGADO A JOSHUA KUSHNER

De acordo com o projeto apresentado por Infantino, a comercialização dos direitos seria realizada por meio do fundo de investimentos Thrive Capital, associado ao empresário Joshua Kushner.

Kushner é irmão de Jared Kushner, empresário e ex-assessor de Donald Trump, o que também colocou a proposta no centro de discussões políticas e econômicas.

A aproximação entre Infantino e Trump ganhou destaque durante o ciclo da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Durante esse período, os dois demonstraram proximidade em aparições públicas. Antes da competição, a Fifa também criou o Prêmio Fifa da Paz, uma nova premiação concedida a Trump.

UEFA REAGE E ANUNCIA BOICOTE

A reação ao plano não ficou restrita a dirigentes individuais. A Uefa, principal entidade do futebol europeu, se posicionou contra a proposta e anunciou um boicote às competições organizadas pela Fifa enquanto o projeto não fosse definitivamente descartado.

A crise, portanto, passou a envolver diretamente a relação entre as duas principais estruturas de administração do futebol mundial.

Com a desistência do plano, a pressão sobre Infantino permanece, enquanto a Fifa tenta rebater as acusações e sustenta que há uma ofensiva organizada para prejudicar a imagem da entidade e de seu presidente.



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