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Familiares do ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim divulgaram um vídeo nas redes sociais cobrando explicações sobre as circunstâncias que levaram à prisão domiciliar do político por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto Reprodução

No vídeo, os familiares afirmam que, apesar de Cutrim estar em prisão domiciliar e utilizando tornozeleira eletrônica, eles não conseguem ter acesso ao ex-secretário. A família questiona as restrições impostas pela decisão judicial e cobra esclarecimentos sobre o que classificou como “segredos absurdos” envolvendo o caso.

A decisão de Dino, assinada no último dia 16 de julho, determinou a prisão domiciliar de Cutrim e seu afastamento cautelar do cargo de secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão. Ele é investigado, segundo a decisão, por suspeitas de obstrução de Justiça, coação e monitoramento ilegal.

O ministro também autorizou a apreensão de documentos e arquivos que possam ter relação com a investigação, incluindo materiais armazenados em computadores, celulares, tablets, HDs, pen drives e outros dispositivos eletrônicos.

Entre as medidas impostas, Cutrim foi proibido de conceder entrevistas, utilizar redes sociais, fazer declarações públicas sobre a operação, gravar áudios e realizar ligações telefônicas.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, no dia 17, a Polícia Federal apreendeu armas de diferentes tipos na residência do ex-secretário. Um motorista ligado a Cutrim e um policial militar que integrava sua equipe também foram presos. Os fundamentos das prisões não foram divulgados, já que a investigação tramita sob sigilo.

O caso teria relação com o inquérito que apura o assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, morto a tiros em agosto de 2022, no edifício Tech Office, em São Luís. O crime ficou conhecido como “caso Tech Office”. Em dezembro de 2024, Gilbson Cutrim foi condenado a 13 anos de prisão pela morte do empresário.

Antes de ser alvo das medidas judiciais, Raimundo Cutrim havia publicado um vídeo afirmando ter recebido informações de que poderia ser preso por determinação do STF. Na ocasião, disse que teria tomado conhecimento da possibilidade por meio de uma “corrente de boatos” atribuída a deputados ligados ao grupo político de Flávio Dino.

Agora, com Cutrim sob prisão domiciliar e impedido de se manifestar publicamente, os familiares dizem querer respostas sobre o que está por trás das medidas determinadas pelo STF. A cobrança ocorre enquanto a investigação permanece sob sigilo.

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