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A 3Structure It, empresa de tecnologia da informação investigada pela Polícia Federal como alvo de lobby do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acumulou 6 contratos com o governo federal que somam o total de R$ 81.193.808,61.

Lulinha

Ao menos 5 dos 6 contratos foram precedidos de processo licitatório. Todos os acordos têm como objeto a contratação de soluções de tecnologia da informação. Segundo a PF, Lulinha teria atuado para prospectar negócios da empresa junto à administração pública.

No total, 5 de 6 contratos foram celebrados na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um dos contratos, o mais antigo, foi assinado em novembro de 2022, ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em julho deste ano, recebeu um acréscimo de mais de R$ 3,5 milhões.

Leia todos os contratos disponíveis no Portal da Transparência e no DOU (Diário Oficial da União):

23.NOV.2022

O Despacho Decisório nº 662/2022 autoriza a celebração do Contrato nº 22/2022 entre o Exército Brasileiro e a 3Structure It. O objeto descrito é a contratação de uma solução de TIC de backup, incluindo equipamentos, software e serviços, para expandir a infraestrutura de armazenamento do SisTEx (Sistema de Telemática do Exército).

Valor pago – R$ 21.831.010,73;
leia a íntegra (PDF – 148 kB).

5.DEZ.2023

A 3Structure It foi contratada para realizar serviços descritos como solução de sustentação e migração do ambiente analítico de dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Incialmente, o contrato contemplava o valor de R$ 31.178.999,88. Em 2025, recebeu um termo aditivo no qual consta um acréscimo. O acordo tem vigência inicial de 40 meses.

Valor pago – R$ 33.881.499,78;
leia as íntegras do contrato (PDF – 802 kB) e do termo aditivo (PDF – 157 kB).

8.ABR.2024

O contrato de menor valor foi com o MEC (Ministério da Educação), que contratou a empresa para serviços ao Instituto Nacional de Educação de Surdos. As atividades são descritas como soluções de backup, restauração e recuperação de desastres. O acordo tem vigência inicial de 60 meses.

Valor pago – R$ 177.604,76;
leia a íntegra (PDF – 157 kB).

9.ABR.2026

Nos termos acordados com a Funasa (Fundação Nacional da Saúde), a empresa fechou a venda de ativos de rede e softwares de gestão de tecnologia da informação. O acordo tem vigência inicial de 60 meses.

Valor pago – R$ 2.465.821,00;
leia a íntegra (PDF – 333 kB).

24.ABR.2026

O contrato, também assinado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, trata da contratação da empresa para implementar uma nova solução de backup com suporte técnico especializado. O acordo tem vigência inicial de 60 meses.

Valor pago – R$ 19.259.936,28;
leia a íntegra (PDF – 753 kB).

23.JUL.2026

Em termo aditivo, o governo Lula ampliou em até 25% o contrato do Exército com a empresa, firmado em 2022. Elevou o valor total para R$ 3.577.936,11 com vigência até 3 de novembro de 2027.

Valor adicionado – R$ 3.577.936,11;
valor final – R$ 25.408.946,88;
leia a íntegra (PDF – 74 kB).

INVESTIGAÇÃO CONTRA LULINHA

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 30 de julho a abertura de um 2º inquérito contra Lulinha.

Dessa vez, a Polícia Federal quer apurar indícios de tráfico de influência do filho do presidente Lula na Dataprev.

Com a nova investigação, a PF investiga a ligação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3Structure It. A PF suspeita que Ribas buscou contratos na Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos, e que teria bancado ao menos uma viagem para Lulinha em troca de portas abertas no governo.

A apuração identificou que Lulinha e Ribas fizeram uma viagem com o mesmo localizador em 15 de dezembro de 2024, com destino a Foz do Iguaçu. Para a PF, esse elemento indica que o empresário arcou com as despesas do filho do presidente.

OUTRO LADO

O Poder360 procurou a defesa de Lulinha para perguntar se gostaria de se manifestar, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

Este jornal digital também procurou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Ao Poder360, Pollyana Soares, advogada de Cleber Ribas, CEO da 3Structure It, disse que os contratos “foram firmados com absoluta transparência”.

Eis o posicionamento completo:

Os contratos celebrados entre a empresa da qual Cleber Ribas é CEO e órgãos do Governo Federal foram firmados com absoluta transparência, em estrita observância da legislação aplicável às contratações públicas e sem qualquer espécie de intermediação por terceiros. A 3Structure é empresa especializada em proteção de dados, representante de fabricantes globais líderes em seu segmento e detentora de certificações reconhecidas internacionalmente. Sua contratação pelo Poder Público decorreu exclusivamente de sua reconhecida capacidade técnica e da regular participação em procedimentos licitatórios, conduzidos em conformidade com as normas legais e regulamentares, tendo seus contratos sido, inclusive, objeto de auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União”.

Fonte: PODER 360



Comentário no post: “Empresa ligada a lobby de Lulinha recebeu R$ 81,1 milhões do governo, diz Poder 360

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