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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado nesta terça-feira (3), como relator do terceiro pedido de inquérito elaborado pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A nova solicitação da corporação apura suspeitas de tráfico de influência no governo federal em favor de empresas parceiras do empresário.

Ministro Flávio Dino. Foto: Gustavo Moreno/STF

A movimentação no STF acontece logo após o ministro André Mendonça autorizar, na última sexta-feira, 31, a abertura de uma segunda investigação para apurar se Lulinha atuou para beneficiar empresários em contratos vinculados à Dataprev.

No centro das apurações estão três frentes principais conduzidas pelos investigadores. A primeira envolve contratos da Dataprev — empresa pública de gestão de dados sociais do governo e do INSS — na qual o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It, teria financiado uma viagem para Lulinha em troca de supostos favores na administração pública. Oliveira também mantém conexões com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado pela PF como figura central em um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

Paralelamente, o primeiro inquérito aberto investiga denúncias de corrupção e tráfico de influência voltadas ao mercado de cannabis medicinal e a possíveis articulações junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial. De acordo com o inquérito, o “Careca do INSS” teria contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para atuar na prospecção de negócios do setor medicinal com o governo federal.



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