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Os depoimentos de Gilbson Cutrim, condenado pelo assassinato do ex-funcionário da Secretaria de Estado da Educação João Bosco, estão sendo utilizados como elemento nas investigações conduzidas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reunir informações contra o governador Carlos Brandão (MDB).

Condenado pela morte de João Bosco, assassinado a tiros em 2022, em São Luís, Gilbson apresentou uma nova versão sobre os fatos e fez acusações que passaram a envolver o governador. Brandão contesta o relato e afirma que o condenado mudou sua versão sobre o caso.

Nessa terça-feira (18), Brandão chamou atenção para uma das afirmações atribuídas a Gilbson e apontou uma contradição que, segundo ele, pode ser verificada no próprio Palácio dos Leões. O condenado teria afirmado que utilizava a vaga de número 6 no estacionamento interno da sede do governo. Brandão afirma que o espaço está ocupado por um gerador há aproximadamente seis anos.

Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou:

“Novas acusações infundadas surgem contra a minha honra, com base no depoimento de um condenado confesso, por um assassinato em local público e que mudou a versão sobre o caso. Versão que está pautando a discussão sem qualquer questionamento quanto à sua credibilidade ou veracidade.

Não há sequer uma prova de todas essas inverdades que estão sendo ditas. Por isso, afirmo categoricamente que são mentirosas.

Nunca tive relação com esse assassino confesso. Nunca o recebi no Palácio, nem em qualquer lugar.

A vaga 6 no estacionamento do Palácio dos Leões, que ele diz que ocupava, está há 6 anos preenchida por um gerador.

Tenho mais de 35 anos de vida pública, sem envolvimento com escândalos ou processos, por isso reafirmo que todas essas acusações são falsas, incabíveis.

Até o momento, minha defesa segue sem acesso ao processo em sua totalidade. Destaco ainda que, conforme parecer da Procuradoria-Geral da República, a apuração desse caso não pode ser conduzida sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por ser competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Tenho plena convicção de que a verdade prevalecerá. E estou pronto para defender minha dignidade e minha trajetória política e pessoal”.

A mentira da vaga 6 – A mentira da vaga 6 é um dos argumentos usados por Brandão para contestar o depoimento de Gilbson. O condenado afirmou que utilizava o espaço no estacionamento do Palácio dos Leões, mas, segundo o governador, o local está ocupado por um gerador há cerca de seis anos. Brandão também nega ter recebido Gilbson ou mantido qualquer relação com ele. O governador afirma que seus advogados continuam sem acesso à íntegra dos autos e cita parecer da Procuradoria-Geral da República segundo o qual, conforme sua interpretação, a investigação deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça, e não sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Para Brandão, o uso de um depoimento que considera contraditório para sustentar acusações contra ele, justamente em meio à disputa política e às vésperas de uma eleição, levanta dúvidas sobre a condução do caso. O governador nega conhecer Gilbson Cutrim, ter recebido o condenado no Palácio dos Leões ou qualquer ligação com o assassinato de João Bosco. Também afirma que não há provas que sustentem as acusações e que continuará contestando a investigação.

Entenda quem é Gilbson Cutrim e por que seu depoimento passou a ser usado na investigação que envolve Brandão:

 



Comentário no post: “Depoimento de matador condenado que mentiu ao STF está sendo usado para reunir “provas” contra Brandão

  1. É estranho que um ‘cidadão’ com extensa ficha criminal e colocado em liberdade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino esteja fazendo campanha política para o seu pupilo, Felipe Camarão (PT), candidato ao Governo do Maranhão.
    Esses vídeos gravados por Gilbson Cutrim, réu confesso de pelo menos um crime de homicídio, só atacam, sem nenhuma prova, o governador Carlos Brandão, o Orleans Brandão, candidato ao Governo do Estado, e vários de seus aliados como a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, a deputada Iracema Vale.
    Isso é ou não é uma campanha política disfarçada de denúncias? É por estas e outras que o STF hoje passa por um total descrédito junto a população brasileira e mundial.
    Inquéritos são abertos sem muito critério, perseguições são feitas e outros desmandos para proteger ‘deuses’ do Supremo, aponta várias especialistas em direito e juristas. Mas, nada disso intimida ou bate na consciência de Flávio Dino e/ou Alexandre de Moraes.

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