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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nesta terça-feira (11) à operação de busca e apreensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim. Flávio afirmou estar solidário ao jornalista Luís Pablo e classificou a medida como uma ameaça ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa.

Flávio Bolsonaro

A operação foi autorizada por Moraes a pedido da Polícia Federal e com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. Segundo a defesa de Cutrim e a assessoria do STF, a decisão está relacionada à investigação sobre reportagens publicadas por Luís Pablo a respeito de um suposto uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

De acordo com o advogado José Berilo de Freitas Leite, a decisão aponta que, após a análise de aparelhos eletrônicos apreendidos anteriormente com o jornalista, Cutrim teria sido identificado como a fonte das informações utilizadas nas reportagens. Luís Pablo já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão em março, no âmbito da mesma investigação.

Ao comentar a nova medida, Flávio Bolsonaro afirmou que o sigilo da fonte é um princípio fundamental para o exercício do jornalismo. “O sigilo da fonte foi algo sagrado. Então, veja o que está em jogo no país é, além de tudo, a própria liberdade, a própria liberdade de imprensa”, declarou.

O candidato também afirmou que a decisão representa, em sua avaliação, um momento grave para o país e questionou os efeitos da medida sobre a relação entre jornalistas e suas fontes. “Nada justifica o ministro do Supremo determinar busca e apreensão numa fonte de um jornalista que fazia matérias denunciando o mau uso por parte do aparato de equipamentos públicos”, disse.

Na manifestação, Flávio ainda acusou Moraes de agir com “abuso”, “ilegalidade” e “arbitrariedade” e voltou a fazer críticas à atuação do ministro do STF. “Um ministro do Supremo se sentir incomodado, ele determina a busca e apreensão na fonte de vocês. Que segurança a fonte de vocês vai ter para conversar com vocês, vocês fazendo o trabalho da imprensa?”, questionou.

Ao final, Flávio Bolsonaro classificou a situação como “um momento grave que o Brasil está passando” e voltou a atacar Moraes, a quem chamou de “articulador político do Lula em Brasília”. A declaração ocorre em meio a manifestações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro contra decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal.

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