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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, apresentou nesta terça-feira (14) uma proposta para criar um selo de acurácia destinado aos institutos de pesquisa que registrarem maior proximidade entre suas projeções e os resultados oficiais das eleições.

A iniciativa foi discutida durante uma reunião realizada na sede do TSE com representantes de 16 institutos especializados em pesquisas eleitorais. Entre os participantes estavam AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Ipsos-Ipec, Paraná Pesquisas, PoderData, Real Time Big Data, Ipespe, Vox Brasil, Nexus, MDA Pesquisa, Data Tempo, Data Povo, Direto ao Ponto, Perfil e Apex Partners.

Segundo Nunes Marques, a proposta busca reconhecer o trabalho técnico das empresas que apresentam maior grau de precisão em seus levantamentos eleitorais. De acordo com o ministro, a premiação pretende estimular o aperfeiçoamento das metodologias utilizadas pelos institutos e fortalecer a confiança nas pesquisas divulgadas durante o período eleitoral.

O texto inicial da proposta foi entregue aos representantes das empresas, que terão até sexta-feira (17) para apresentar sugestões. As contribuições servirão de base para a definição dos critérios que serão utilizados na escolha dos futuros vencedores do selo.

Durante o encontro, o presidente do TSE destacou que as pesquisas eleitorais exercem papel relevante no processo democrático ao fornecer informações que auxiliam eleitores, candidatos e analistas na compreensão do cenário político. Ele também afirmou que a constante evolução das técnicas de coleta de dados e das formas de comunicação com o eleitorado exige atualização permanente dos métodos empregados pelos institutos.

A discussão ocorre poucas semanas após a suspensão da divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel por decisão individual de Kassio Nunes Marques. O levantamento, divulgado em maio, indicava queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, após a divulgação de um áudio em que o senador solicitava recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi tomada após representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que alegou que o questionário utilizado pela AtlasIntel continha perguntas capazes de induzir respostas desfavoráveis ao pré-candidato, comprometendo a imparcialidade do levantamento.

Na ocasião, o instituto informou que respeitaria a determinação do TSE e afirmou que apresentaria todos os esclarecimentos técnicos sobre a metodologia utilizada, demonstrando confiança de que a legalidade e a consistência do estudo seriam reconhecidas pelo plenário da Corte.

O julgamento do caso chegou a ser iniciado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, mas foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Enquanto a análise não é retomada, permanece em vigor a decisão que suspendeu a divulgação da pesquisa.

Durante a sessão em que o processo começou a ser analisado, ministros ressaltaram que a discussão pode estabelecer parâmetros importantes para futuras pesquisas eleitorais. Na ocasião, Kassio Nunes Marques também anunciou a intenção de ampliar o diálogo entre a Justiça Eleitoral e os institutos de pesquisa, iniciativa que resultou na reunião realizada nesta terça-feira.



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