A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado por uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos, com a participação de agentes públicos.

Ao todo, os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades de empresas apontadas como integrantes do esquema.
Segundo a Polícia Federal, as informações que embasam a investigação incluem dados produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis e indícios de ocultação de recursos de origem ilícita.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. A corporação ressalta que novas infrações poderão ser identificadas no decorrer das investigações, à medida que o material apreendido seja analisado.
A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para combater organizações criminosas com atuação no Rio de Janeiro. A iniciativa segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635.
Iniciada em dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne teve como foco inicial o vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais contra facções criminosas. Com o avanço das investigações, a apuração passou a revelar possíveis conexões entre agentes públicos, integrantes de organizações criminosas, fraudes em contratos públicos e esquemas de lavagem de dinheiro, resultando em diversas fases da operação e na prisão de investigados ligados ao meio político, ao Judiciário e à contravenção no estado.
