A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), o casal de influenciadores digitais, Ana Carolina Costa Lopes e Thalisson Marcio Mendes, durante a Operação Última Rodada, que investiga a promoção de plataformas clandestinas de jogos de azar e um esquema de lavagem de dinheiro. Além das prisões preventivas, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sequestro de veículos e bloqueio de bens e valores.

A ação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), por meio do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT), e teve como alvo um imóvel localizado no bairro Vila Nova, em São Luís.
De acordo com a Polícia Civil, o casal, que até pouco tempo era beneficiário de um programa social do Governo Federal, passou a apresentar uma movimentação financeira incompatível com a renda declarada após iniciar a divulgação de plataformas ilegais de apostas. As investigações identificaram que, em um curto período, os investigados movimentaram R$ 12.514.283,00.
Conforme o inquérito, havia uma divisão de tarefas entre os dois. A influenciadora utilizava suas redes sociais para divulgar os sites de apostas ilegais e atrair novos usuários, enquanto o companheiro administrava e concentrava os recursos obtidos com a atividade criminosa.
As investigações também apontam que a influenciadora participou diretamente da lavagem dos valores, realizando sucessivos saques em dinheiro vivo que totalizaram cerca de R$ 950 mil.
A Polícia Civil identificou ainda indícios do uso de empresas de fachada e de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar a origem do dinheiro e movimentar os recursos obtidos de forma ilícita.
Outro ponto apurado é a ligação do casal com representantes das plataformas clandestinas e com intermediadores responsáveis por recrutar influenciadores para promover os jogos ilegais nas redes sociais, prática que, segundo a investigação, pode configurar também crimes contra as relações de consumo.
Por decisão da 7ª Vara Criminal de São Luís, foram cumpridos os mandados de prisão preventiva dos dois investigados, além das ordens de busca e apreensão, do sequestro de veículos e do bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 12.514.283,00.
O Departamento de Combate ao Crime Tecnológico informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, aprofundar a apuração dos crimes e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.
