O mundo da música lamenta a perda de uma de suas vozes mais emblemáticas. O cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri faleceu neste sábado, 11, aos 86 anos. A notícia foi confirmada pela família do artista e repercutiu intensamente na Itália e entre fãs ao redor do mundo. A causa da morte não foi divulgada.

Nascido Giuseppe Faiella em 27 de julho de 1939, o artista dedicou mais de seis décadas à música, construindo uma trajetória que atravessou gerações. Ao longo de sua carreira, Peppino vendeu cerca de 35 milhões de discos e gravou aproximadamente 500 canções, tornando-se um dos maiores nomes da música italiana no cenário global.
Trajetória – Peppino di Capri teve o talento moldado desde a infância. Ainda aos quatro anos, já demonstrava intimidade com o piano ao apresentar-se para soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Na juventude, trocou o piano clássico pela energia do *rock and roll*, influenciando e sendo influenciado por nomes da época, como Buddy Holly.
Sua habilidade em mesclar o rock e o twist com a tradicional música napolitana deu origem a clássicos românticos inesquecíveis, como “Champagne” e “Roberta”. O cantor foi presença constante no Festival de Sanremo, participando de 15 edições e vencendo o prêmio máximo duas vezes: em 1973, com “Un grande amore e niente più”, e em 1976, com “Non lo faccia più”. Em 2023, sua trajetória foi celebrada com um Prêmio de Carreira no mesmo festival, ocasião em que o artista celebrou o reconhecimento tardio com um emocionado “antes tarde do que nunca”.
Ligação com o Brasil – O carisma de Peppino di Capri cruzou oceanos e conquistou o público brasileiro. O cantor realizou inúmeras turnês no Brasil, sendo peça fundamental na popularização da música italiana em terras brasileiras.
O artista deixa três filhos: Igor, Edoardo e Dario. O funeral está marcado para este domingo, 12 de novembro, às 17h (horário local), na antiga Catedral de Santo Stefano, na Piazzetta de Capri, a ilha que foi seu berço e eterno lar. Seu legado, marcado pelo romantismo e pela elegância musical, permanece como um dos pilares da cultura italiana do século XX.
