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O Ministério da Saúde iniciou uma auditoria no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís, para apurar denúncias de possíveis falhas no funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas. A inspeção é conduzida pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) e ocorre após relatos de mortes de crianças, suposta redução de equipes médicas e problemas na assistência aos pacientes.

Hospital da Criança

A equipe de auditores analisa prontuários, escalas de profissionais, contratos, indicadores de mortalidade e demais documentos relacionados ao funcionamento das UTIs. O objetivo é verificar se houve irregularidades administrativas, falhas na prestação do atendimento ou inconsistências nos registros da unidade hospitalar.

As denúncias também são investigadas pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), pelo Ministério Público Federal (MPF) e por outros órgãos de fiscalização. Entre os casos apurados está o da menina Kerliane, de 7 anos, cuja família relata que houve demora no diagnóstico e tratamento de uma infecção que evoluiu para um quadro grave. Outros óbitos de crianças internadas na unidade também fazem parte das investigações.

Profissionais ouvidos pelos órgãos de controle afirmam que, após mudanças na gestão das UTIs, houve diminuição do número de médicos plantonistas, além de dificuldades relacionadas à estrutura de atendimento. As denúncias incluem ainda relatos de falta de insumos, problemas em procedimentos de emergência e possível atuação de profissionais sem especialização em pediatria.

A Prefeitura de São Luís nega as irregularidades. Em nota, informou que as UTIs funcionam dentro das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que todas as mortes são notificadas aos sistemas oficiais e que não houve aumento significativo no número de óbitos. A administração municipal também defende a regularidade do contrato firmado para a gestão das UTIs.

Ao final da auditoria, o DenaSUS deverá elaborar um relatório com as conclusões da inspeção. O documento poderá embasar eventuais medidas administrativas e contribuir para as investigações conduzidas pelos órgãos de controle. Até o momento, não há conclusão oficial que relacione as mortes às denúncias apresentadas.

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