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O Instituto Veritá se envolveu em uma nova polêmica após um documento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicar a presença de municípios maranhenses em uma pesquisa destinada a medir intenções de voto para presidente da República e governador de Santa Catarina.

Foto Reprodução

No detalhamento da amostra apresentado ao TSE aparecem cidades como São Luís, Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, Barreirinhas e Barra do Corda, além de outros municípios do Maranhão. A informação causou estranheza por se tratar de um levantamento voltado ao eleitorado catarinense.

A inconsistência foi identificada em um dos arquivos anexados ao registro da pesquisa. Em outro documento posteriormente inserido no sistema eleitoral, a relação de municípios passou a conter apenas cidades de Santa Catarina. Diante da divergência, o presidente do Instituto Veritá, Adriano Silvoni, afirmou que pode ter ocorrido um erro operacional na elaboração do relatório e negou que moradores do Maranhão tenham sido entrevistados para compor os resultados do estado sulista.

Após a repercussão do caso, o instituto divulgou nota afirmando que a situação foi corrigida e que eventual ajuste territorial atingiria entre 1,3% e 1,5% da amostra total. A empresa sustenta que a correção não produziu impacto nos resultados divulgados nem na metodologia aplicada.

Levantamento teve divulgação suspensa no MA – Recentemente uma outra controvérsia veio à tona envolvendo pesquisas da mesma empresa no Maranhão. No início deste mês, a Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação de um levantamento do Instituto Veritá registrado para avaliar a corrida ao Governo do Estado e ao Senado. Na ocasião, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) apontou indícios de inconsistências no material apresentado e acolheu pedido do partido Avante para barrar a publicação dos números.

Entre os questionamentos analisados pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka estava a inclusão de perguntas sobre a disputa presidencial em um estudo oficialmente registrado apenas para os cargos de governador e senador. Também foi contestada a ausência do nome do deputado federal Duarte Júnior nos cenários estimulados para o Senado, apesar de sua pré-candidatura já ter sido anunciada antes da realização da pesquisa.

Na decisão, o magistrado destacou que os institutos possuem autonomia para construir cenários eleitorais, mas ressaltou que essa liberdade não pode resultar em distorções capazes de influenciar a percepção do eleitorado. A divulgação da pesquisa acabou suspensa por decisão liminar, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

Além do Maranhão, o Instituto Veritá já enfrentou questionamentos judiciais em outros estados, como Alagoas, Espírito Santo e Piauí, onde levantamentos da empresa também foram alvo de medidas da Justiça Eleitoral relacionadas a aspectos metodológicos e à apresentação de informações consideradas essenciais.

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