A capital maranhense São Luís segue em situação de atenção diante do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a mais recente atualização do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O levantamento aponta que, enquanto a maior parte do país apresenta tendência de estabilidade ou queda nas internações por vírus respiratórios, São Luís permanece entre as capitais com nível considerado de alto risco.
De acordo com a análise, a capital maranhense está entre as 15 capitais brasileiras classificadas em alerta, risco ou alto risco para SRAG, com destaque para a manutenção de um cenário desfavorável nas próximas semanas.
A projeção do boletim indica alta probabilidade — próxima de 95% — de continuidade da tendência de crescimento dos casos, o que mantém a cidade sob vigilância epidemiológica.
Embora o quadro nacional mostre redução ou estabilidade dos casos de Covid-19 em boa parte dos estados, o Maranhão segue como uma das exceções, ao lado de Ceará e Pará, com sinais de crescimento de infecções relacionadas ao coronavírus em algumas regiões, incluindo São Luís. Ainda assim, o avanço atual da SRAG no país não está ligado apenas à Covid-19, mas principalmente a outros vírus respiratórios.
O boletim destaca que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tem sido o principal responsável pelo aumento das hospitalizações, sobretudo entre crianças pequenas, enquanto a influenza A segue associada a casos mais graves e óbitos em idosos. O rinovírus também aparece como fator importante na circulação viral, especialmente entre crianças e adolescentes.
Na capital maranhense, o cenário é agravado pela combinação desses vírus, com pressão sobre os serviços de saúde e aumento de internações. O boletim reforça que todas as unidades da federação apresentam algum nível de alerta para SRAG, mas São Luís permanece entre as capitais com tendência de crescimento mais consistente no longo prazo.
Especialistas citados pela Fiocruz reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves e mortes, especialmente contra Covid-19 e influenza. No caso do VSR, a proteção de gestantes também é destacada como forma de imunizar recém-nascidos nos primeiros meses de vida.
A orientação das autoridades de saúde inclui atenção redobrada a sintomas respiratórios, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que seguem como os grupos mais vulneráveis às complicações.
