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As alterações nas regras para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provocaram um aumento expressivo na procura pelo documento em 2026.

Dados divulgados pelo Ministério dos Transportes mostram que, entre janeiro e maio deste ano, o número de exames práticos de direção cresceu 23,5% em comparação com o mesmo período de 2025.

Nos cinco primeiros meses de 2026 foram realizados 2.280.021 exames de direção, contra 1.845.694 registrados no ano anterior. Mesmo com a elevação na quantidade de candidatos, o ministério informou que não houve aumento nas filas para a etapa final do processo de habilitação.

Outro indicador que apresentou crescimento foi o número de cursos práticos realizados. Ao todo, foram registrados 2.343.393 treinamentos, um avanço de 20% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Com as novas regras em vigor, o Brasil também alcançou um recorde na emissão de carteiras de habilitação. Segundo o Ministério dos Transportes, já foram emitidas 1.138.190 CNHs no período, o maior volume já contabilizado para os cinco primeiros meses do ano.

Economia para quem busca a primeira habilitação

Entre as principais mudanças implementadas está a retirada da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas para candidatos à primeira habilitação.

A medida reduziu significativamente o custo do processo. Conforme o Ministério dos Transportes, a economia acumulada para os candidatos já ultrapassa R$ 1,84 bilhão em todo o país.

Antes das mudanças, somente o curso teórico podia custar cerca de R$ 1 mil em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Considerando as aulas teóricas e práticas, o valor total para obtenção da CNH variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

O ministério também informou que mais da metade da economia registrada no Brasil está concentrada em apenas seis unidades da federação, que juntas respondem por aproximadamente 55% da redução dos gastos dos candidatos.

Exame prático passa a seguir padrão nacional

Além das alterações no processo de formação dos condutores, o governo implementou um novo modelo para os exames práticos de direção por meio do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.

As novas diretrizes criaram critérios padronizados para todo o país e modificaram pontos importantes da avaliação.

Uma das principais mudanças foi o fim da baliza como etapa obrigatória do exame. O manual também substituiu o sistema de reprovação imediata por uma avaliação baseada em pontuação.

Agora, cada erro cometido pelo candidato recebe uma pontuação conforme sua gravidade:

  • Infração leve: 1 ponto;
  • Infração média: 2 pontos;
  • Infração grave: 4 pontos;
  • Infração gravíssima: 6 pontos.

Durante a prova prática, o candidato poderá acumular diferentes infrações, desde que a soma não ultrapasse 10 pontos. Ao atingir esse limite, a reprovação será automática.

Outra novidade é o fim das chamadas faltas eliminatórias. Anteriormente, determinadas infrações levavam à reprovação imediata.

Com o novo sistema, mesmo ao cometer uma infração considerada gravíssima, o candidato poderá concluir o exame, sendo avaliado pelo total de pontos acumulados.

Segundo o Ministério dos Transportes, as mudanças têm como objetivo tornar o processo de habilitação mais acessível, reduzir custos para a população e uniformizar os critérios de avaliação em todos os estados brasileiros.



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