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O Ministério Público do Maranhão (MPMA) converteu em Inquérito Civil o procedimento que apura denúncias e irregularidades no funcionamento do Centro de Parto Humanizado Nazira Assub, localizado na zona rural de São Luís. A medida foi determinada pela promotora de Justiça Maria da Glória Mafra Silva, titular da 20ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde.

Centro de Parto Humanizado Nazira Assub, em São Luís

De acordo com a portaria publicada nesta terça-feira, 2, a investigação busca aprofundar a apuração de problemas estruturais e assistenciais identificados na unidade de saúde, podendo subsidiar eventual ajuizamento de ação civil pública.

Segundo o Ministério Público, durante a instrução do Procedimento Preparatório nº 000059-509/2021 foram constatadas diversas deficiências na maternidade. Entre as irregularidades apontadas estão a ausência de alvarás, falta de diretor técnico, inexistência de médicos pediatras, fragilidade no sistema de regulação de pacientes e insegurança na estação de gases medicinais.

As falhas foram verificadas tanto em inspeções realizadas pela própria Promotoria quanto em relatórios da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), incluindo a Notificação nº 3415/DAT/CBMMA.

Na portaria, a promotora destaca que o prazo de tramitação do procedimento preparatório foi esgotado e que ainda há necessidade de aprofundamento das investigações diante de respostas consideradas inconclusivas da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus).

Como primeiras diligências do inquérito civil, o MPMA determinou o envio de novo ofício à Semus requisitando manifestação formal e detalhada sobre todas as irregularidades apontadas no relatório de inspeção do Ministério Público, com resposta item por item. O órgão também deverá realizar nova inspeção técnica na maternidade e apresentar plano de ação para solucionar os problemas identificados.

Além disso, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão foi acionado para realizar nova vistoria na unidade, verificando o cumprimento das exigências relacionadas à segurança contra incêndio e pânico. O MP também solicitou esclarecimentos técnicos sobre a situação da central de gases medicinais e os riscos imediatos decorrentes da alegada insegurança no sistema.



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