O Grupo A da Copa do Mundo de 2026 reúne um anfitrião acostumado ao palco mundial, uma seleção africana em ascensão, uma potência consolidada do futebol asiático e um tradicional representante europeu.
México, África do Sul, Coreia do Sul e Tchéquia formarão uma das chaves mais equilibradas do torneio que será realizado de forma conjunta por México, Canadá e Estados Unidos.

- México
Como país-sede, o México terá a responsabilidade de inaugurar a competição diante da África do Sul. O confronto de abertura marcará o início da terceira Copa organizada pelos mexicanos, algo inédito na história do torneio, já que o país também recebeu os Mundiais de 1970 e 1986.
Dono de uma longa trajetória em Copas, o México chega à sua 18ª participação. A equipe comandada por Javier Aguirre tenta recuperar protagonismo depois da eliminação ainda na fase de grupos em 2022, encerrando uma sequência histórica de sete quedas consecutivas nas oitavas de final. Os mexicanos têm como melhores campanhas os quartos de final alcançados justamente nas edições disputadas em casa.
Na história do torneio, a seleção soma 60 partidas, com 17 vitórias, 15 empates e 28 derrotas. A classificação para 2026 veio automaticamente graças à condição de coanfitrião, ao lado de Canadá e Estados Unidos.
- África do Sul
A África do Sul reaparece no Mundial após garantir a liderança do Grupo C nas Eliminatórias Africanas, superando concorrentes como Nigéria e Benin. Sob comando do técnico Hugo Broos, os Bafana Bafana disputarão apenas sua quarta Copa do Mundo.
Embora nunca tenham ultrapassado a fase de grupos, os sul-africanos carregam momentos importantes em sua história no torneio. Em 2002, venceram a Eslovênia, enquanto em 2010, quando sediaram a Copa, derrotaram a França por 2 a 1. Em nove jogos de Mundial, acumulam duas vitórias, quatro empates e três derrotas.
- Coreia do Sul
Outra seleção de presença constante em Copas é a Coreia do Sul. Os asiáticos disputarão a competição pela 11ª vez consecutiva, sequência inferior apenas às mantidas atualmente por seleções como Brasil, Alemanha, Argentina e Espanha.
Comandada por Hong Myungbo, a equipe sul-coreana garantiu vaga de maneira convincente: foi a única seleção da Ásia a terminar sua campanha eliminatória sem derrotas. A classificação foi confirmada após vitória sobre o Iraque, resultado que consolidou a liderança do Grupo B das Eliminatórias Asiáticas.
O principal feito da Coreia do Sul em Mundiais continua sendo a histórica campanha de 2002, quando terminou na quarta colocação jogando em casa. Em 38 partidas disputadas em Copas, a seleção acumula sete vitórias, dez empates e 21 derrotas.
- Tchéquia
Fechando a chave está a Tchéquia, representante europeu que retorna ao Mundial depois de superar um caminho dramático nos playoffs continentais. Após terminar atrás da Croácia na fase classificatória, a equipe conquistou a vaga eliminando Irlanda e Dinamarca em decisões por pênaltis realizadas em Praga.
Treinada por Miroslav Koubek, a seleção leva para o torneio o peso de uma tradição construída ainda nos tempos de Tchecoslováquia. O país soma dez participações em Copas, incluindo duas campanhas de vice-campeonato, em 1934 e 1962, embora nunca tenha levantado o troféu.
Com 33 jogos em Mundiais, a Tchéquia contabiliza 12 vitórias, cinco empates e 16 derrotas, mantendo-se entre as seleções europeias de histórico relevante na competição.
- Grupo A
Além da disputa pela liderança, o Grupo A terá impacto direto no chaveamento do mata-mata. O primeiro colocado enfrentará uma das seleções classificadas em terceiro lugar de outros grupos, enquanto o vice-líder cruzará caminho com o segundo colocado do Grupo B.
Já uma eventual classificação do terceiro colocado poderá render confrontos diante dos vencedores dos Grupos E ou G.
Entre favoritismo do anfitrião, regularidade sul-coreana, o retorno africano e a tradição europeia, o Grupo A promete abrir a Copa do Mundo de 2026 com equilíbrio, histórias marcantes e disputa intensa por vagas na fase eliminatória.
