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O juiz Rodrigo Terças, coordenador do Processo Judicial Eletrônico (PJe) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), assumiu, nessa quinta-feira (25), a função de juiz coordenador do Projeto Nacional PJe+R, iniciativa voltada ao aprimoramento da experiência de uso do sistema eletrônico por magistrados e servidores de todo o país.

Juiz Rodrigo Terças

A designação coloca o Maranhão em posição de destaque na condução de uma das principais iniciativas de inovação tecnológica do Judiciário nacional, alinhada à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ) e ao programa Justiça 4.0.

O PJe+R é uma extensão para navegadores web que amplia as funcionalidades do Processo Judicial Eletrônico (PJe), principal plataforma de tramitação de processos digitais do país. A ferramenta foi desenvolvida de forma colaborativa, com participação de tribunais estaduais e federais e instituições de ensino, como as Universidades Federais de Alagoas (UFAL) e de Mato Grosso (UFMT), com foco em automação, análise de dados e melhoria dos fluxos de trabalho da atividade jurisdicional.

A iniciativa conta com o apoio e a coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que vem incentivando a adoção da ferramenta pelos tribunais brasileiros. Em junho, o Conselho promoveu webinários para apresentar as funcionalidades disponíveis no PJe por meio da extensão e ampliar o conhecimento sobre os recursos oferecidos.

Entre as soluções disponibilizadas pelo PJe+R estão recursos que facilitam a gestão de processos, a elaboração e análise de minutas e a organização das informações dos autos digitais, destacando os elementos mais relevantes em uma ordem lógica e permitindo um enfoque maior na análise do mérito.

As funcionalidades também beneficiam servidores/as e demais profissionais que atuam nas unidades judiciárias, incluindo atividades de análise inicial de processos, cumprimento de decisões e atuação das centrais de mandados.

De acordo com o CNJ, o acréscimo da letra “R” ao nome do projeto representa o foco da ferramenta em ampliar a rapidez, a relevância e a racionalidade no uso do sistema. Atualmente, as funcionalidades estão disponíveis aos tribunais de Justiça, regionais federais e eleitorais que utilizam a versão nacional do PJe, alcançando um universo de aproximadamente 40 mil usuários/as.

Ao assumir a coordenação nacional do projeto, o juiz Rodrigo Terças destacou a importância da nova missão. “Receber a coordenação do PJe+R é uma honra e, sobretudo, uma responsabilidade. Vamos trabalhar para que cada funcionalidade se traduza em um juiz mais próximo do mérito, em um servidor com mais tempo para o que realmente importa e em um cidadão atendido com mais celeridade. O Maranhão tem muito a contribuir, e estaremos à altura desse desafio nacional”, afirmou.

A nova etapa da coordenação também marca o avanço do projeto para a integração com recursos de inteligência artificial, com expectativa de ampliar a capacidade de análise de dados, identificar gargalos processuais e contribuir para uma prestação jurisdicional mais eficiente.

A atuação de um magistrado do TJMA na coordenação nacional do PJe+R amplia a participação do Maranhão nas discussões e iniciativas voltadas à inovação tecnológica no Judiciário, contribuindo para o aprimoramento de soluções que buscam tornar a prestação jurisdicional mais ágil e eficiente.



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