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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, manifestou-se nesta terça-feira (2) contra a possibilidade de os Estados Unidos imporem novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou ter solicitado diretamente ao presidente norte-americano, Donald Trump, que não adote medidas que prejudiquem empresas brasileiras.

Segundo Flávio, a imposição de tarifas não representa uma solução adequada para os impasses comerciais entre os dois países.

O senador defendeu a abertura de negociações diplomáticas e aproveitou para criticar a condução do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações internacionais.

“Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula”, declarou.

A manifestação ocorre após o governo dos Estados Unidos concluir, na segunda-feira (1º), uma ampla investigação comercial envolvendo práticas econômicas e regulatórias adotadas pelo Brasil.

O relatório elaborado pela gestão republicana aponta que determinadas políticas brasileiras seriam “irrazoáveis” e estariam impondo restrições ou custos ao comércio norte-americano.

Entre as medidas analisadas está a possibilidade de aplicação de tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA. Apesar da sinalização, a medida ainda não foi oficialmente adotada e seguirá em discussão nas próximas semanas.

O documento americano cita uma série de áreas consideradas problemáticas pela administração Trump, incluindo regras relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, políticas tarifárias preferenciais, ações de combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, barreiras ao acesso ao mercado de etanol e questões ligadas ao desmatamento ilegal.

O governo dos Estados Unidos abriu agora um período de consulta pública sobre o tema, permitindo o envio de manifestações até o dia 1º de julho. Posteriormente, em 6 de julho, deverá ser realizada uma audiência pública para debater as propostas.

O representante-geral de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, informou que houve “reuniões construtivas” entre representantes dos governos brasileiro e norte-americano, intensificadas nas últimas semanas, e demonstrou expectativa de continuidade das conversas antes da definição de qualquer medida comercial.

“Esperamos manter o diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida. No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação”, afirmou Greer, em nota oficial.



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