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A indústria da construção manteve papel estratégico na economia maranhense em 2024, alcançando um volume de R$ 7,9 bilhões em incorporações, obras e serviços realizados ao longo do ano. Os números colocam o Maranhão entre os principais mercados da construção no Nordeste e revelam a força de um segmento que continua gerando emprego, renda e investimentos em diversas regiões do estado.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Maranhão respondeu por 9,5% de toda a movimentação financeira da construção civil nordestina. Entre os estados da região, o desempenho garantiu a quarta colocação no ranking de geração de receitas do setor. No cenário nacional, o estado ocupou a 15ª posição, representando 1,7% do valor total produzido pela indústria da construção brasileira.

O levantamento aponta que a atividade foi sustentada por 911 empresas em operação, responsáveis pela geração de 37,9 mil postos de trabalho formais. Juntas, essas empresas desembolsaram aproximadamente R$ 1,3 bilhão em salários ao longo do ano, reforçando a importância do setor para o mercado de trabalho maranhense.

Um dos destaques da pesquisa foi o rendimento dos trabalhadores da construção no estado. O Maranhão registrou o maior salário médio mensal do setor em todo o país, equivalente a 1,9 salário mínimo. O resultado colocou o estado à frente de unidades da federação tradicionalmente associadas a grandes investimentos em infraestrutura e empreendimentos imobiliários.

A composição da receita do setor revela uma distribuição relativamente equilibrada entre as principais áreas da construção. As obras de infraestrutura lideraram a movimentação econômica, com R$ 3,8 bilhões gerados, correspondendo a 48,1% do total. O segmento inclui intervenções em rodovias, pontes, saneamento, energia e demais empreendimentos de grande porte.

A construção de edifícios ficou em segundo lugar, movimentando R$ 3 bilhões, o equivalente a 37,9% do total registrado no estado. O desempenho reflete a continuidade de projetos residenciais, comerciais e institucionais, impulsionados pela demanda urbana e por investimentos públicos e privados.

Já os serviços especializados para construção responderam por R$ 1 bilhão em receitas, representando 12,6% do valor gerado. Nessa categoria estão incluídas atividades como instalações elétricas, acabamento, fundações, terraplenagem e outras etapas complementares das obras.

O desempenho maranhense acompanha o crescimento da atividade no Nordeste, região que consolidou a segunda maior participação nacional na indústria da construção, concentrando 17,9% de toda a riqueza produzida pelo setor no país. O resultado ficou atrás apenas do Sudeste e à frente das regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.

Os números reforçam a relevância da construção civil como um dos motores da economia do Maranhão, tanto pela capacidade de movimentar bilhões de reais quanto pela geração de empregos e renda. Em um cenário de ampliação de obras públicas, expansão imobiliária e investimentos em infraestrutura, o setor segue desempenhando papel decisivo no desenvolvimento econômico estadual.



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