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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (20) as Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos referentes ao ano de 2024.

Apesar da redução nacional nos índices de registros não realizados, municípios do Maranhão aparecem entre os locais com maiores problemas do país na notificação e oficialização de mortes.

Entre os destaques negativos está Matões do Norte (MA), que aparece entre os dez municípios brasileiros com maiores percentuais de subnotificação de óbitos.

Segundo o levantamento, o município registrou índice de 35,2%, indicando que mais de um terço das mortes não foram informadas adequadamente ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Outro município maranhense citado pelo IBGE é Presidente Médici (MA), que apresentou taxa de subnotificação de 32,8%, também figurando entre os maiores percentuais do país.

O estudo diferencia dois conceitos: o sub-registro de óbitos e a subnotificação. O sub-registro corresponde às mortes que não foram oficialmente registradas em cartório. Já a subnotificação se refere aos óbitos que não chegaram aos sistemas de saúde pública, especialmente ao SIM.

No ranking nacional de sub-registro de óbitos, quando a morte não é registrada oficialmente em cartório — o Maranhão aparece novamente em evidência.

Junco do Maranhão (MA) ocupa a terceira posição nacional, com índice de 73,5%. Isso significa que grande parte das mortes ocorridas no município pode não ter sido formalizada nos registros civis.

Também aparecem na lista Porto Rico do Maranhão (MA), com taxa de 57,9%; Bernardo do Mearim (MA), com 56,7%; e Bacurituba (MA), com 55,2%. Os números colocam os municípios entre os dez piores índices do Brasil em relação ao registro oficial de óbitos.

Os dados divulgados pelo IBGE têm como base informações dos cartórios de Registro Civil e dos sistemas do Ministério da Saúde. O levantamento aponta que, nacionalmente, o sub-registro de óbitos caiu de 4,89% em 2015 para 3,40% em 2024.

Apesar da melhora nos indicadores nacionais, os números observados em municípios maranhenses revelam desigualdades regionais e dificuldades de acesso aos serviços de registro civil e de saúde, especialmente em áreas mais vulneráveis.

O estudo também mostrou que a cobertura dos registros de óbitos é menor entre crianças menores de um ano. Em 2024, o sub-registro de óbitos infantis no Brasil foi de 10,8%, índice mais de três vezes superior à média nacional de óbitos totais.



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